Ziraldo aparece e abraça seus colegas Angeli e Luis Fernando Verissimo. Perto dali, Paul Auster come feijoada ao lado de sua mulher, a também escritora Siri Hustvedt. O escritor angolano José Eduardo Agualusa chega atrasado e engata conversa com português Miguel Sousa Tavares.
Todos esperavam algo que nada tem a ver com literatura: a partida de futebol marcada a pedido de Chico Buarque para a tarde de sábado, dia que começou ensolarado mas terminou com pancadas de chuva. O encontro fez parte da 2a Festa Literária Internacional de Parati, que terminará no domingo.
Chico Buarque driblou os holofotes quando chegou ao clube onde aconteceu o jogo --um campo próximo à cidade-- e só apareceu, já de uniforme, com camiseta azul com o logotipo da Flip, bermuda branca e chuteiras. Ensaiou umas embaixadinhas e tirou fotos com os adversários, o time local da cidade, chamado "Parati Futebol Clube."
O time de Chico Buarque ganhou o primeiro jogo de virada por 3 a 2 e, na partida seguinte, contra a equipe do professor e músico José Miguel Wisnik, a vitória foi de 5 a 2. O músico e compositor, que fez 60 anos recentemente, marcou apenas um gol, na segunda partida.
Início de jogo. Liz Calder, inglesa idealizadora da Flip, dá o pontapé inicial na bola e a manda direto para o time adversário. Confusa, ela continua em campo. "Quer continuar aí para jogar um pouco?", brinca Luiz Schwarcz, presidente da Cia das Letras e "treinador" do time de Chico Buarque.
Completavam o time o dono da Livraria da Vila, Samuel Seibel, e seu filho Rafael, além do assessor de imprensa Vinícius França (dois gols) e Antônio Pedro Fonseca (um gol), neto de Rubens Fonseca.