Rio de Janeiro, 19 de Maio de 2026

Só um sobrevive à queda de Boeing 737 na Argélia

Um jato da Air Algerie caiu logo após a decolagem no sul do país, nesta quinta-feira, matando 102 pessoas que estavam a bordo, como informou a empresa aérea. Só restou um sobrevivente. A queda do Boeing 737 aconteceu minutos depois de o avião ter deixado a cidade de Tamanrasset com destino à capital, Argel. (Leia Mais)

Quinta, 06 de Março de 2003 às 12:02, por: CdB

Um jato da Air Algerie caiu logo após a decolagem no sul do país, nesta quinta-feira, matando 102 pessoas que estavam a bordo, como informou a empresa aérea. Só restou um sobrevivente. A queda do Boeing 737 aconteceu minutos depois de o avião ter deixado a cidade de Tamanrasset com destino à capital, Argel. "Houve uma falha mecânica na decolagem", disse um porta-voz da companhia, Hamid Khamdi. Ele disse não ter maiores informações sobre a causa do desastre. "Infelizmente, temos notícia de apenas um sobrevivente". Havia 97 passageiros e seis tripulantes no jato, informam representantes da empresa aérea. Khamdi disse que a nacionalidade dos passageiros não era conhecida, mas que 39 tinham Argel como destino e 58 ficariam numa escala, em Ghardaia. O primeiro-ministro Ali Benflis ordenou a formação de uma umidade de gerenciamento de crise nos aeroportos de Tamanrasset e Algiers para lidar com as conseqüências do desastre, talvez o primeiro desta magnitude na história da aviação comercial argelina. Um grupo de investigadores também foi designado para o aeroporto de Tamanrasset. De acordo com a Organização das Empresas Aéreas Árabes, da qual a Air Algerie se filiou em 1971, a empresa foi criada em 1953. Os vôos da Air Algerie foram suspensos por dois anos, a partir de 1995, depois que militantes islâmicos seqüestraram um jato da Air France. A maioria das empresas internacionais deixou de operar na Argélia em 1994, imediatamente após o seqüestro, na véspera de Natal. Três passageiros foram mortos. A Argélia, um país rico em petróleo e gás, vem enfrentando uma insurreição islâmica que já dura 11 anos e causou 120.000 mortes. Não há, até o momento, sinais de que o acidente de hoje tenha sido causado deliberadamente.

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