Rio de Janeiro, 25 de Setembro de 2026

Só brasileiros vêem deslizes em filme de Pelé

Terça, 29 de Junho de 2004 às 19:22, por: CdB

Considerada a obra mais completa da carreira do mito, Pelé Eterno desliza em informações ao mesmo tempo em que encanta os amantes do futebol. Durante os 120 minutos do documentário, dois equívocos foram passados batidos pelo próprio astro e até pelo diretor Aníbal Massaini Neto.

O primeiro surge no relato da vitória de 4 a 1 sobre a Checoslováquia, na estréia na Copa do Mundo de 1970. O filme diz que foi do "Rei do Futebol" o gol de empate no primeiro tempo, mas na verdade o autor foi Rivellino - Pelé fez o segundo do Brasil na etapa final daquela partida do dia 3 de junho.

O outro deslize aparece no trecho que mostra o último jogo de Pelé no Morumbi. No meio de algumas imagens daquele 1 a 1 com a Áustria, em 11 de julho de 1971, aparece o Mineirão como palco do duelo.

Massaini mostrou-se surpreso e admitiu que até então não tinha conhecimento dos erros. "Não sabia disso. Gostaria de não ter cometido nenhum deslize, mas acontece. Admito o erro", disse o diretor, que explicou as dificuldades em catalogar lances da carreira de Pelé.

"Os jogos e os gols não estavam classificados. Em alguns deles, assistimos à cena, identificamos um ou outro adversário e tivemos que apelar para as fichas técnicas. Foi um longo trabalho de pesquisa", afirmou Massaini, que levou quase cinco anos para concluir a obra.

Os deslizes, porém, vão ficar apenas nas telas dos cinemas brasileiros. "O filme será traduzido para o espanhol e o inglês. Depois, para o italiano, o francês e o alemão. Aí já estará editado, sem esses erros", disse ele. A versão em DVD também vai "corrigida" para as lojas e locadoras.

Neste primeiro final de semana no País, Pelé Eterno foi assistido por 53.286 pessoas - 10% do público de Shrek 2. Os números decepcionaram Massaini, que espera que pelo menos 600 mil pessoas passem pelas bilheterias até sua obra sair de cartaz.

Tags:
Edições digital e impressa