Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

Slim promete a Lula agitar o mercado na telefonia

Quinta, 20 de Maio de 2004 às 07:33, por: CdB

O homem mais rico da América Latina, o mexicano Carlos Slim, cuja empresa, a Telmex, adquiriu recentemente a Embratel, reuniu-se na noite desta quarta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e prometeu sacudir o mercado brasileiro de telefonia com uma grande competição.

- A Embratel hoje é precisamente a alternativa e a competição ao que hoje é o monopólio. O serviço local é basicamente um monopólio, na telefonia móvel há muita competição, mas nos serviços locais não há competição. Eu acredito que a Embratel é precisamente um competidor dos serviços monopolistas ou quase monopolistas atuais - disse o magnata a jornalistas após reunião com Lula e alguns de seus ministros mais importantes no Palácio do Planalto.

Também participaram da reunião o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, das Comunicações Eunício Oliveira e o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu.

Slim viajou para São Paulo, nesta quinta-feira e depois, segundo ele próprio afirmou, fará um pouco de turismo pelo Brasil "para conhecer melhor o país", completando assim uma visita que fez pela América do Sul por onde passou também por Argentina e Chile.

- Nos interessa (investir) em toda a América Latina, em condições adequadas - disse.

O magnata, que também controla a operadora de telefonia móvel Claro, elogiou Lula e seu governo.

- Já havia me reunido com o presidente Lula há vários meses. Sigo dizendo que é um presidente excepcional, com idéias muito claras, muito sério, e por isso vim confirmar nosso compromisso de seguir investindo no Brasil, com uma grande confiança no país e em seu governo.

Sobre as recentes turbulências nos mercados financeiros, Slim sustentou que "há diferenças no que é investimento financeiro, investimento que pode ser relativamente especulativo, com investimentos de longo prazo. A nossa intenção é investir no longo prazo".

Slim, que classificou as taxas de juros brasileiras de "altas", elogiou a decisão do Comitê de Política Monetária de manter a taxa básica em 16% ao ano. Ele considerou a medida "sensata" dada as turbulências no mercado financeiro internacional.

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