Uma das vítimas morreu e a outra teve o braço decepado. Jovens usavam camisas de uma banda punk
20/05/2011
Jorge Américo,
da Radioagência NP
O julgamento de Juliano Aparecido de Freitas começa nesta sexta-feira (20). Conhecido com Dumbão, ele é um dos três skinheads acusados de obrigar dois jovens a pular de um trem em movimento, em 7 de dezembro de 2003, na cidade de Mogi das Cruzes (SP). O caso ocorreu no momento em que a composição deixava a estação Brás Cubas, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
Uma das vítimas, Cleiton da Silva Leite, teve traumatismo craniano e morreu uma semana depois, aos vinte anos de idade. O amigo Flavio Augusto Nascimento Cordeiro, que na ocasião tinha 16 anos, sobreviveu, mas teve o braço direito decepado no vão entre o trem e a plataforma.
Segundo o Ministério Público, os outros dois acusados pelos crimes são Vinícius Parizatto – conhecido como Capeta – e Danilo Gimenez Ramos. Assim como Dumbão, eles respondem por tentativa de homicídio e homicídio triplamente qualificado. Ou seja, motivo torpe, meio cruel e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Os réus, que respondem processo em liberdade, foram gravados por câmeras de segurança e reconhecidos por testemunhas. Eles portavam uma machadinha e uma arma conhecida como "tchaco". As vítimas usavam camisas de uma banda Punk. Ao lado dos negros, homossexuais, nordestinos e judeus, os punks são alvos potenciais de grupos neonazistas.