Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Skaff, nova pedra no sapato de Lula, quer ser candidato por São Paulo

Terça, 26 de Janeiro de 2010 às 12:11, por: CdB

Presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), uma das instituições mais conservadoras do país, Paulo Skaf, filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), se transforma na mais nova pedra no sapato do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao anunciar a pré-candidatura ao governo paulista, posto para o qual os petistas articulam o nome do deputado federal Ciro Gomes, que insiste em concorrer à sucessão presidencial. Skaff participou, na noite anterior, de uma reunião que se alongou por mais de quatro horas com o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos.

– Eu me sinto na plenitude do meu direito (de ser candidato), num momento em que as pessoas querem renovação – disse o novo socialista.

Paulo Skaf se adiantou em dois dias à visita de Lula a esta capital para, entre outros assuntos, discutir a possibilidade da candidatura de Ciro Gomes à sucessão estadual paulista, o que deixaria o industrial longe das urnas por mais dois anos.

O PSB, enquanto isso, protela ao máximo a escolha de seus candidatos às eleições deste ano. Integrantes do partido tentam deixar para março a definição sobre a candidatura de Ciro Gomes à sucessão de Lula. Até lá, o PT segue pressionando o PSB para que Ciro concorra ao governo de São Paulo, com o apoio petista. A disposição interna dos socialistas, no entanto, é a de não permitir qualquer interferência externa.

– Nosso prazo é até março. Essa pressão, a gente não sentiu. Não tem solicitação formal do PT. O PSB vai decidir no seu tempo – disse a jornalistas o líder do PSB na Câmara, deputado Rodrigo Rollemberg (DF).

Um dos principais coordenadores da campanha de Ciro na eleição passada e defensor da candidatura própria, este ano, o deputado quer que o partido avalie o melhor caminho nos próximos meses.

– A prioridade da candidatura do Ciro é manter o projeto do presidente Lula. Temos a tese de que duas candidaturas (da base governista) é melhor do que uma. A opinião do presidente é importante para definir o melhor caminho a trilhar – disse Rollemberg.

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