Pequim apela para que se evite guerra na Península da Coreia. Moscou exorta as partes a evitar ações que possam ser interpretadas como "provocação". Pedidos surgem após novas ameaças do presidente norte-americano a Pyongyang
Por Redação, com DW - de Pequim/Moscou:
O ministro do Exterior chinês, Wang Yi, advertiu nesta sexta-feira que quem provocar uma guerra na Península Coreana "deverá assumir as responsabilidades históricas e pagar o preço."
– Se houver uma guerra, o resultado será uma situação em que todos perdem e ninguém ganha – assegurou Wang em coletiva de imprensa junto ao colega de pasta francês, Jean-Marc Ayrault.
Dado o aumento da tensão na região e perante um possível teste nuclear da Coreia do Norte. O ministro chinês pediu a todas as partes para retomar o diálogo e não deixar que as coisas evoluam até um ponto irreversível e incontrolável.
– Exigimos um fim das provocações e ameaças, antes que a situação não possa mais ser salva – afirmou Wang após se reunir com Ayrault. "A China é da opinião de que o diálogo é a única solução", acrescentou o ministro chinês.
"Coreia do Norte é um problema"
Pequim pediu contenção enquanto Pyongyang finaliza os detalhes para as comemorações do aniversário de nascimento do fundador do país. Este fim de semana, quando se teme que a Coreia do Norte possa realizar um novo teste nuclear. Enquanto uma esquadra naval norte-americana navega por águas próximas.
– No dossiê nuclear norte-coreano, o vencedor não será aquele que tiver as propostas mais duras ou que mostrar mais os músculos. Se ocorrer uma guerra, o resultado será uma situação em que ninguém sairá vencedor – alertou Wang, sem se referir diretamente às ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump.
Na quinta-feira, Trump abordou a situação da Coreia do Norte. Depois de os Estados Unidos terem lançado uma bomba não nuclear no leste do Afeganistão. O dispositivo convencional mais potente do arsenal bélico norte-americano. "A Coreia do Norte é um problema, o problema será tratado". Afirmou Trump, que esteve reunido na semana passada com o presidente chinês, Xi Jinping.
Preocupações da Rússia
Preocupada com o ressurgimento de tensões na Coreia do Norte, a Rússia também exortou nesta sexta-feira todas as partes a evitar qualquer ação que possa ser interpretada como uma provocação, anunciou o Kremlin.
O apelo da Rússia veio após as novas ameaças dirigidas pelo presidente norte-americano ao governo em Pyongyang. "Moscou está acompanhando com grande preocupação as tensões crescentes na Península Coreana. Apelamos a todos os países para mostrar moderação e evitar qualquer ação que possa ser interpretada como uma provocação", disse o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov.