Hatem al-Dimashqi, ativista da região, que fica ao sul de Damasco, disse que o campo de Yarmouk estava sob ataque nesta segunda-feira. Tanto ele como o grupo Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, sediado em Londres, informaram que desde domingo a Força Aérea do governo sírio tem lançado várias bombas de barril no campo.
Militantes do Estado Islâmico invadiram o local na quarta-feira, no que representa a mais profunda incursão do grupo em Damasco. Autoridades palestinas e ativistas sírios disseram que os extremistas se uniram a um grupo rival, afiliado à Al-Qaeda, a Frente Nusra, nas ações no local. Os dois grupos travaram violentos confrontos em outras partes do país, mas parecem estar cooperando no ataque a Yarmouk. Em comunicado, a Frente Nusra informou que tem posição neura no campo de refugiados.
Gunness, porta-voz da agência da ONU que apoia os refugiados palestinos, a UNRWA, disse à Associated Press em Barcelona, na noite de domingo, que a agência não tem conseguido enviar alimentos ou comboios para o campo desde o início dos confrontos. "Isso significa que não há comida, não há água e há poucos medicamentos", disse ele. "A situação no campo é além de desumana. As pessoas estão presas em suas casas, há confrontos nas ruas. Há relatos de bombardeios. Isso tem de parar e os civis devem ser retirados."
Ele disse que 93 pessoas haviam sido retiradas do local. A ONU afirma que cerca de 18 mil civis, dentre eles uma grande quantidade de crianças, não pode sair de Yarmouk. O campo está sob cerco do governo há quase dois anos, o que leva à fome e à proliferação de doenças.
Situação em campo de refugiados na Síria é "além de desumana", diz ONU
Bombardeios e confrontos esporádicos foram registrados num campo de refugiados palestinos de Yarmouk, na capital Síria, nesta segunda-feira. A situação no local, que está sob ataque de extremistas islâmicos, foi descrita por Chris Gunness, funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU), como "além de desumana".
Segunda, 06 de Abril de 2015 às 09:02, por: CdB