A Secretaria de Segurança fechou, na quarta-feira, convênio para cessão ao Ministério Público do Estado do software desenvolvido por ela, por meio do qual os setores financeiros e administrativos da Secretaria e das polícias Militar e Civil passaram a se comunicar numa linguagem única.
Após integrar toda a sua rede administrativa e financeira, o MP quer estar em condições de interligar os seus computadores aos das delegacias legais, para viabilizar a criação do inquérito virtual.
O convênio foi assinado pelo secretário de Segurança, Roberto Precioso Júnior, e o subprocurador-geral de Justiça de Administração, Eduardo da Silva Lima Neto. Precioso afirmou que o inquérito virtual será mais uma modernização proporcionada pelo Programa Delegacia Legal. O secretário disse que, como diretor da Interpol no Brasil, teve oportunidade de conhecer os sistemas de polícias de diversos países.
- Nunca vi nada melhor em termos de agilidade e concentração de dados a serviço da inteligência policial - disse o secretário.
De acordo com o subprocurador, a cessão desse avançado programa de computador desenvolvido pela Secretaria de Segurança será extremamente útil à modernização do Ministério Público, como também ao processo de construção de outras representações dele em todo o estado.
- O segundo grande passo de integração entre as duas instituições será a conexão dos computadores e a criação do inquérito virtual - disse Eduardo.
Ele explicou que o emprego da assinatura digital dará autenticidade e agilidade aos despachos e trocas de informações entre delegados e promotores no inquérito virtual.
Em 18 de janeiro, a Secretaria de Segurança já assinara um importante convênio de integração com o Tribunal de Justiça. Foram interligados os computadores das 37 delegacias legais da capital aos dos juizados especiais das áreas correspondentes. Com isso, hoje, nos casos de crimes menos graves, que dispensam a instauração de inquérito policial, o registro da ocorrência é enviado on-line para a Justiça e as partes saem da delegacia com a data marcada para a audiência de conciliação.
Antes de ser expandida, a integração dos sistemas foi experimentada, durante três meses, entre a 16ª DP (Barra da Tijuca) e o Juizado Especial Criminal do bairro.