A Mesa Diretora da Câmara decidiu nesta semana adotar o sistema de urna eletrônica para as votações secretas em substituição às cédulas de papel. O presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), negou que a mudança sinaliza a falta de disposição dos parlamentares de acabar com o voto secreto e garantiu que até o final do ano coloca em discussão o projeto na pauta da Casa.
O vice-presidente da Casa, deputado José Thomaz Nonô (PFL-AL), ponderou que a emenda constitucional que acaba com o voto secreto no parlamento ainda está em discussão, uma vez que o Senado Federal modificou a proposta aprovada na Câmara em primeiro turno.
Segundo Nonô, em alguns casos o voto secreto pode ser mantido, como defende o Senado.
- Escolher uma Mesa da Casa para deputados com mais de um mandato, é escolher entre dois, três, quatro pessoas que são todas amigas. Isso gera naturalmente um constrangimento -, justificou Nonô.
Inicialmente, os deputados aprovaram o fim do sigilo para todas as votações do Congresso. No Senado, os parlamentares decidiram manter o voto secreto na escolha de autoridades, vetos presidenciais e eleição das Mesas Diretoras das duas Casas.
Oito urnas eletrônicas vão ser instaladas no plenário com o objetivo de agilizar as votações secretas. Os novos equipamentos podem ser utilizados ainda este ano, durante a escolha do novo ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) pelos deputados. As urnas eletrônicas não vão gerar custo adicional para a Casa porque foram desenvolvidas pelo departamento de informática da Câmara.
Sistema de urna eletrônica é adotada para votações na Câmara
Quinta, 30 de Novembro de 2006 às 17:51, por: CdB