Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2026

Síria se retira da disputa por uma vaga no Conselho de Direitos Humanos nas Nações Unidas

Quarta, 11 de Maio de 2011 às 08:25, por: CdB

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O governo da Síria abandonou hoje (11) a disputa por um lugar no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. A eleição está marcada para o dia 20. O representante sírio na Organização das Nações Unidas (ONU), Bashaar Jaafari, afirmou que o governo sírio vai “reagendar a candidatura devido a outras prioridades”. No entanto, segundo ele, o presidente sírio, Bashar Al Assad, apresentará nova candidatura para o mandato seguinte.

As informações são da agência pública de notícias de Portugal, a Lusa. Os governos dos Estados Unidos, do Reino Unido e da França apresentaram críticas à candidatura da Síria no Conselho de Direitos Humanos. Nos últimos dias, foram enviados militares e tanques para várias cidades, onde centenas de pessoas foram detidas, de acordo com organizações e ativistas dos direitos humanos.

A decisão ocorre no momento em que o governo de Assad é alvo de protestos na Síria e contestações da comunidade internacional. Os manifestantes reivindicam que ele deixe o poder e paralelamente promova a abertura política no país. Há denúncias ainda de corrupção e violação de direitos humanos.

O representante da Índia na ONU, Manjeev Singh Puri, disse que o governo da Síria comunicou durante a reunião ao grupo de países asiáticos que não concorrerá cedendo o lugar ao Kuwait. “É oficial, o isolamento internacional forçou a Síria a acabar com esta candidatura hipócrita para se juntar ao conselho”, reagiu imediatamente o porta-voz da missão dos Estados Unidos, Mark Kornblau.

Com sede em Genebra, o Conselho de Direitos Humanos é formado por 47 países e tem o objetivo de fiscalizar violações a direitos humanos em todo o mundo. Representando a Ásia integram ainda o conselho Índia, Indonésia e Filipinas.

Em novembro de 2010, o Irã viveu uma situação semelhante, quando foi forçado a retirar sua candidatura  à nova agência da ONU para as mulheres cedendo o lugar ao Timor Leste. No caso da Síria, há relatos de grupos sírios de direitos humanos, como a Human Rights Watch, que estimam que pelo menos 700 pessoas foram vítimas de tiros de armas em poder de forças de segurança no país durante manifestações.

 

Edição: Lílian Beraldo

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