Vários países da Organização das Nações Unidas, entre os quais Reino Unido e França, estão fazendo pressão para que o Brasil mude de posição em relação à sua posição frente à Síria, onde manifestações têm sido reprimidas com força e ativistas denunciam o assassinato de mais de mil pessoas pela repressão.
Brasília se recusa a votar uma moção contra o país, já que os termos em pauta na ONU dão brechas a uma ação militar. O Brasil não pretende dar o seu voto nesses termos e se articula para que outros países também o acompanhem nessa posição.
O Itamaraty explica: o Brasil quer votar apenas uma declaração sobre a situação na Síria, mas sem que ela permita a intervenção militar nos mesmos moldes já vistos na Líbia. Por sinal, o Brasil se absteve, em março, na resolução sobre a Líbia, cujo texto autorizava a intervenção militar. E a respeito da Líbia, o Itamaraty considera que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), foi além do que definiu a resolução aprovada em março.
Sob alerta
"O exemplo (do que aconteceu na) Líbia nos deixa sob alerta”, afirmou Tovar Nunes, porta-voz do Itamaraty.
Pelo andar da carruagem, com os mesmos argumentos usados para repreender a Síria, a ONU terá de invadir e intervir em quase todos os países da região.