Rio de Janeiro, 20 de Agosto de 2026

Síria: líder da Frente al-Nusra é eliminado

A representação da Al-Qaeda nos países do Magreb islâmico confirmou que Abu Firas al-Suri tinha sido eliminado por um bombardeio norte-americano

Quarta, 06 de Abril de 2016 às 10:05, por: CdB

   

O Pentágono afirmou que o terrorista tinha sido eliminado na noite da última segunda-feira quando estava assistindo a uma reunião dos militantes no noroeste da Síria

  Por Redação, com Sputnik Brasil - de Beirute/Moscou:  

A representação da Al-Qaeda nos países do Magreb islâmico confirmou que Abu Firas al-Suri tinha sido eliminado por um bombardeio norte-americano, segundo à agência inglesa de notícias Reuters.

O Pentágono afirmou que o terrorista tinha sido eliminado na noite da última segunda-feira quando estava assistindo a uma reunião dos militantes no noroeste da Síria.

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A representação da Al-Qaeda nos países do Magreb islâmico confirmou que Abu Firas al-Suri tinha sido eliminado por um bombardeio norte-americano

Abu Firas al-Suri, ex-militar do exército sírio, realizava atividade terrorista no Afeganistão e era companheiro de armas do líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, morto em 2011. Iniciada a guerra civil na Síria, os dirigentes da al-Qaeda o enviaram ao país onde ele fez parte do grupo Frente al-Nusra, subdivisão da Al-Qaeda.

Futuro de Assad

As posições de Moscou e Washington sobre o destino do presidente da Síria, Bashar Assad, se aproximaram. A declaração é da porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.

– Os EUA tomaram a decisão de corrigir sua postura ao reduzir a importância do tema sobre Assad e seu futuro, mantendo, no entanto, na agenda a prioridade na luta contra o terrorismo e o início do processo de paz. (…) apoiamos os esforços de nossos parceiros ocidentais a respeito – disse.

Ela destacou que a posição da Rússia neste assunto segue sem alterações: o futuro de Assad deve ser determinado pelo povo sírio.

Anteriormente, o Departamento de Estado norte-americano havia declarado que os EUA concordado com a Rússia que a decisão sobre o futuro de Assad deve ser do povo sírio.

Apesar disto, Moscou e Washington continuam tendo divergências sobre a situação na Síria.

Vários países ocidentais já declararam que Assad devia abandonar o posto de presidente para contribuir para a resolução do conflito sírio.

Alguns partidos da oposição síria também vinculam o diálogo sobre a resolução do conflito no país com a deposição de Bashar Assad, em particular o negociador-chefe do Alto Comitê de Negociações, Mohamed Alush, que afirmou que o período de transição na Síria pode começar somente após a deposição ou morte do atual presidente.

Soldados

Durante 5 anos da guerra as forças governamentais da Síria sofreram muitas perturbações: a alegria das vitórias bem como o desespero das perdas. Também havia cismas quando alguns soldados, seduzidos por “promessas e dinheiro”, declaravam sua deserção e passavam para as fileiras de militantes dos grupos armados ilegais.

Também havia cismas quando alguns soldados, seduzidos por “promessas e dinheiro”, declaravam sua deserção e passavam para as fileiras de militantes dos grupos armados ilegais.

São pessoas vivas que participam e sofrem nestes eventos, e não tanques e metralhadoras. São pessoas, com seus sonhos e ambições.

Quanto aos sonhos, eles os deixaram de lado em prol de uma coisa, do bem comum do povo e da vida em paz e abundância na sua própria pátria.

À agência russa de notícias Sputnik perguntou alguns soldados como eles imaginam o futuro depois da guerra.

Khamza Ismail, de 26 anos, viu a sua família há três anos. No futuro ele queria ter uma grande  família e trabalhar em um banco na Síria.

– Eu sonhava com tornar-me magistro e depois entrar no curso de doutorado. Mas o meu povo é mais importante – diz.

Tamaam Maala recebeu o diploma de Construção Pública em 2010, mas dentro de um ano flagrou a guerra. Ferido algumas vezes, ele descartou a proposta de abandonar a frente.

– O meu pai morreu e eu não consegui asistir aos fenerais. É uma ferida forte para mim. Mas as palavras dele, que ele disse durante o nosso último enconto, apertando a minha mão, alegram-me: 'Orgulho-me que o meu filho é um dos heróis do país'.

Ele sonha com dar ao seu filho o nome do pai.

Muhammed Ammar tem 28 anos, é contabilista de profissão. Ele insistiu para ir à frente no mesmo momento quando a guerra começou.

O seu sonho íntimo também é a família. Para isso ele está preparado para esperar e combater.

O soldado Adnan al-Akhmed sonha que a sua mãe acredite no futuro novamente. Como todo o país, a família dele espera os seus heróis voltarem vivos e com boa saúde.

– A nossa vida no país se tornou uma ruína total com as ruas cheias de fotos dos heróis tombados. Vivemos sonhando com a vítoria – disse Adnan que quer continuar o seu estudo na Universidade.

Quando aconteceu a guerra no país, Muhammed Al-Akkar teve 30 anos, vivia com a sua mulher e uma filha, e trabalhava em um restaurante.

– Eu decidi defender o nosso país. Abandonei a mulher e a filha, para a qual nunca podia deixar de olhar. Chegaram os dias quando todos os nossos sonhos se arruinaram para uma coisa só: a paz no país.

Quando ele liga à família, conta que pensa o seguinte: “Será que esta é a última vez quando ouço as vozes deles?.. Mas tento levar estes pensamentos e sentimentos. Aguardamos o dia para poder voltar à casa. Sim, sofrimentos e massacres irrumperam na nossa vida, mas sonhamos com o dia quando voltemos. A guerra só permite pensar nisso”.

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