Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Síria faz convite informal para receber Obama

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, fez um convite informal para que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, faça uma visita a Damasco para conversas, em um sinal de que as relações entre os dois países podem estar gradualmente se descongelando.(Leia Mais)

Sexta, 03 de Julho de 2009 às 07:10, por: CdB

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, fez um convite informal para que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, faça uma visita a Damasco para conversas, em um sinal de que as relações entre os dois países podem estar gradualmente se descongelando.

– Nós gostaríamos de dar as boas-vindas a ele na Síria, definitivamente – disse Assada à rede Sky News em uma entrevista transmitida na sexta-feira.

– Eu estou muito certo disso – completou.

Questionado se um encontro poderia ocorrer a qualquer momento, Assad respondeu: "Isso depende dele". Sorrindo, acrescentou: "Eu vou pedir a você que leve o convite a ele".

Seus comentários ocorreram em uma descontraída entrevista em que Assad falava enquanto caminhava ao lado de sua mulher nascida na Grã-Bretanha.

Falando em inglês, Assad disse que se ele e Obama se encontrarem, isso não significa necessariamente que concordarão com todas as questões.

– Qualquer cúpula entre dois presidentes é algo positivo – disse ele, acrescentando que "isso não significa que você tem que concordar com tudo. Mas, quando você discute, é assim que você consegue superar as diferenças".

Segundo ele, "é normal haver diferenças entre diferentes culturas, diferentes nações e Estados".

– Mas eu penso que os Estados Unidos têm um papel especial como a maior potência. Eu acho que o presidente Obama deve visitar tantos países quanto puder a fim de fazer esses diálogos... E, claro, isso inclui a Síria – disse.

Os Estados Unidos adotaram medidas para iniciar um diálogo com a Síria depois que Obama assumiu, saindo da política de isolacionismo de George W. Bush, que colocou a Síria no "Eixo do Mal" junto com Irã, Iraque e Coreia do Norte.

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