A Síria convidou um investigador da Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir a cooperação em uma investigação sobre a morte do ex-primeiro-ministro libanês Rafik al-Hariri, informou a agência de notícias estatal nesta quarta-feira.
No mês passado, a Síria repudiou um relatório da ONU que implicava autoridades do país no assassinado de Hariri com uma bomba. As Nações Unidas disseram que a morte teve motivação política. Uma resolução do Conselho de Segurança da ONU exigiu que o país coopere completamente com a investigação ou enfrente ações não especificadas.
- Como esperamos que o senhor concorde com a visita, propomos a esse respeito a assinatura de um memorando de entendimento com seu comitê para atingir a desejada cooperação, afirmou o juiz Ghada Murad, que dirige um painel sírio que investiga a morte, em carta ao investigador da ONU Detlev Mehlis.
A agência de notícias afirmou que a carta foi enviada a Mehlis na terça-feira.
O documento não se refere diretamente a um pedido de Mehlis de interrogar seis autoridades sírias no Líbano, entre as quais o general Asef Shawkat, cunhado do presidente Bashar al-Assad.
Murad afirmou que esperava "discutir os melhores caminhos e mecanismos de cooperação entre os dois comitês".