Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Síria ataca alvos israelenses e fortalece resistência aos rebeldes

O governo da Síria informou que suas tropas destruíram um veículo israelense, na terça-feira, que entrou em seu território através das Colinas de Golã, ocupadas por Israel, e fez um alerta contra qualquer tentativa de violar a soberania síria, que receberia "firme e imediata retaliação".

Terça, 21 de Maio de 2013 às 09:56, por: CdB
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O governo da Síria informou que suas tropas destruíram um veículo israelense
O governo da Síria informou que suas tropas destruíram um veículo israelense, na terça-feira, que entrou em seu território através das Colinas de Golã, ocupadas por Israel, e fez um alerta contra qualquer tentativa de violar a soberania síria, que receberia "firme e imediata retaliação".
Israel negou o incidente e afirmou que um de seus veículos foi atingido por disparos no seu lado da linha de cessar-fogo na área das Colinas de Golã. A disputa, no entanto, ressalta a possibilidade de confronto na região, que durante quase quatro décadas se mantém sem conflitos. Em comunicado divulgado pela tevê estatal síria, a liderança militar do país afirmou que suas forças destruíram o veículo israelense que atravessou a linha de cessar-fogo e rumava para o vilarejo sírio de Bir al-Ajam.
Segundo o Exército israelense, um veículo foi danificado por disparos lançados da Síria, mas nenhum soldado de Israel foi ferido. Tropas israelenses responderam com fogo após o incidente, afirmou.
Cidade estratégica
Ainda nesta terça-feira, em apoio ao governo da Síria, o Hezbollah libanês enviou mais tropas de elite à cidade estratégica síria de Qousseir, em uma intervenção militar direta do movimento xiita que eleva o nível de preocupação nos Estados Unidos e da União Europeia, que já estudam, abertamente, uma opção armada contra o governo de Bashar Al-Assad. Segundo uma fonte dos serviços de segurança sírios, violentos confrontos estão acontecendo no norte de Qousseir, onde se concentram a maior parte dos insurgentes.
"Pelo menos 31 combatentes do Hezbollah morreram desde domingo, assim como 68 rebeldes", afirmou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Quatro civis, incluindo três mulheres, também morreram.
A televisão do Hezbollah exibiu imagens de centenas de pessoas nos funerais, segunda-feira, de cinco membros do movimento xiita "que cumpriram com o dever da jihad (guerra santa)". A emissora não informou o local das mortes. De acordo com Abdel Rahman, os rebeldes morreram em sua maioria nos bombardeios, enquanto uma fonte ligada ao movimento xiita revelou à agência francesa de notícias France Presse que a maioria das baixas foi provocada por bombas camufladas deixadas pelos rebeldes para conter o avanço do Hezbollah.
Esta mesma fonte afirmou que novas tropas foram enviadas para combater em Qousseir. Frente a esta situação, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançou um apelo pela proteção dos milhares de civis, muitos deles crianças, nesta cidade.
– A situação é desesperadora – disse um porta-voz da Unicef, Marixie Mercado, em uma coletiva de imprensa.
Segundo o OSDH, os rebeldes apresentam uma "uma resistência intensa para não abandonar os 25 mil civis bloqueados na cidade, mas o Hezbollah e o exército prosseguem com a ofensiva". Qouisser é uma localidade estratégica tanto para o regime como para os rebeldes, pois a cidade controla a passagem de armas e de rebeldes entre Líbano e Síria.
Para Waddah Charara, sociólogo na Universidade libanesa, o movimento xiita está envolvido na "batalha porque esta cidade é a porta pela qual passam homens e armas para o norte do Líbano, e do Líbano para a Síria".
– Tripoli é um reduto da oposição sunita no Líbano e, ao fechar esta porta, enfraquece seus principais adversários libaneses –  explicou.
Um civil foi morto em Tripoli em combates entre os bairros sunitas e alauíta, enquanto novos obuses disparados a partir da Síria caíram na localidade libanesa de Munayssa, na região de maioria sunita de Wadi Jaled, e deixaram nove feridos, segundo as autoridades locais.
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