Síria usa tribunais para acusar manifestantes de "difamar o Estado"
Centenas de sírios foram formalmente acusados de "difamar o prestígio do Estado", disse um grupo de direitos humanos da Síria, como parte do esforço do presidente Bashar al-Assad de sufocar os protestos pró-democracia contra seu governo autocrático de 11 anos.
Centenas de sírios foram formalmente acusados de "difamar o prestígio do Estado", disse um grupo de direitos humanos da Síria, como parte do esforço do presidente Bashar al-Assad de sufocar os protestos pró-democracia contra seu governo autocrático de 11 anos. A acusação, que pode implicar uma sentença de três anos de prisão, foi feita na terça-feira contra centenas de pessoas detidas esta semana antes da sexta-feira, dia de orações para os muçulmanos e que são marcadas normalmente por grandes manifestações pedindo a queda de Assad.
– Prisões em massa continuam a acontecer em toda a Síria, em mais uma violação dos direitos humanos e das convenções internacionais – disse Rami Abdelrahman, do Observatório Sírio dos Direitos Humanos.
A campanha foi intensificada depois que uma unidade do Exército com apoio de tanques liderada por um irmão de Assad bombardeou e metralhou um bairro de Deraa, bastião do levante de um mês e meio, na semana passada.
Wissam Tarif, diretor-executivo do grupo de direitos humanos Insan, disse que 2.843 detentos foram verificados por familiares e que a cifra pode chegar a 8 mil. Mais de 800 deles foram presos em Deraa.
Entre os detidos por todo o país se encontram ativistas, líderes comunitários, pessoas vistas fazendo vídeos ou fotos com seus celulares e pessoas suspeitas de publicar vídeos na Internet, disse Tarif. Mas as forças de segurança também detiveram pessoas aleatoriamente em Deraa e Douma, afirmou.
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