Rio de Janeiro, 20 de Outubro de 2026

Sintonia entre um anúncio da presidenta e a ação do BNDES

Terça, 23 de Agosto de 2011 às 04:31, por: CdB

Gostei do programa semanal "Café com a Presidenta", de rádio, no qual a chefe do Estado, Dilma Rousseff, divulgou que o governo tem como meta alcançar 1,2 milhão de matrículas em universidade federais até 2014.

Para tanto ela anunciou, antes, na semana passada, a criação de quatro universidades em Estados do Norte e do Nordeste - duas no interior da Bahia. Com essa expansão, a rede federal passa a contar com 63 universidades.

A presidenta tem razão quando considera essas metas passos importantes da 3ª fase do Plano de Expansão da Rede Federal de Educação, formada por universidades federais e por institutos federais de educação profissional, ciência e tecnologia (IFETS).

Educação, um  reforço para enfrentar a crise global


"Estamos criando condições para formar engenheiros, médicos, agrônomos, professores, dentistas e técnicos das mais diversas especializações, em municípios dos mais diferentes tamanhos, em todas as regiões do país", explicou a presidenta no rádio.

A titular do governo detalhou ainda, as diretrizes que nortearam essa revolução educacional: cidades com mais de 50 mil habitantes foram priorizadas na escolha dos locais para as universidades. São microrregiões onde não existiam unidades da rede federal, sobretudo no interior do país.

Também foram considerados municípios com elevado percentual de pobreza e com mais de 80 mil habitantes, mas onde as prefeituras têm dificuldade de investir em educação. Para a presidente, a melhoria na educação brasileira vai alavancar o enfrentamento da crise econômica que atinge países como os Estados Unidos e os da União Europeia.

A defesa que o BNDES faz da inovação

Insere-se nessa linha que sempre pregamos - a de todo apoio à melhoria da Educação - a manifestação, ontem, do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, em defesa da educação e da inovação. O principal executivo do maior banco de fomento da América Latina mostrou-se em perfeita sintonia com os planos do governo nas duas áreas, reconhecendo que se vem priorizando também a inovação.

Mas é preciso fazer e investir mais. Daí não poder contingenciar recursos da Educação, Ciência e Tecnologia. Vem daí, também, a necessidade de reduzir juros para pagar menos pelo serviço da divida e aliviar o ajuste fiscal.

Investir mais e mais e desenvolver maiores esforços para impedir uma valorização do real para além da vinda do exterior (para cá) do excesso de liquidez e das politicas cambiais dos Estados Unidos e China. Precisamos implementar uma via politica monetária, ou via uma administrativa - de redução dos juros -, mas com o mesmo objetivo aumentar as exportações e crescer.

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