Sininho foi levada para delegacia, na manhã desta quarta-feira, véspera do jogo de abertura da Copa do Mundo
A advogada Eloisa Samy, ou Sininho, como ficou conhecida durante as manifestações de rua, no Rio de Janeiro, junto com o repórter cinematográfico do coletivo Midia Ninja Thiago Ramos, foram levados, na manhã desta quarta-feira, para prestar depoimento na Delegacia de Repressão aos Crime de Informática. Nenhum deles ficou preso, mas uma nota distribuída, no início desta tarde, a Polícia Civil foi acusada de cometer um ato de barbárie, que seria a prisão de um suspeito por 'futuros crimes', às vésperas da Copa do Mundo.
A nota do Midia Ninja afirma que "às véspera do início da Copa do Mundo, o Estado do Rio se antecipa e prende por 'futuros crimes' numa tentativa de intimidar manifestantes".
Segundo o comunicado do coletivo, a Polícia Cívil do Rio de Janeiro teria prendido os mídia-ativistas, mas eles apenas foram conduzidos para depoimento na delegacia. "Na manhã desta quarta-feira, as ativistas Elisa Quadros (conhecida como Sininho), a advogada Eloisa Samy e o cinegrafista Thiago Ramos, foram presos em casa e levados para investigação na DRCI - Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática", acusa a nota. Ainda segundo o coletivo, "na última semana em Goiânia, mandatos de busca e apreensão já haviam sido utilizados como forma de cerceamento ao direito de manifestação e tática de coerção contra a parcela da população que pretende manifestar suas indignações durante o evento da FIFA". A reportagem do Correio do Brasil não pode confirmar a veracidade desta última informação
A Polícia Civil, no entanto, em resposta aos questionamentos do CdB, respondeu, também em nota, que apenas foram cumpridos 'mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça" e ninguém foi preso.
A nota, intitulada, DRCI cumpre mandados de busca e apreensão contra investigados em atos de violência durante protestos, afirma que "em continuidade às investigações iniciadas no ano passado pela Delegacia de Repressão a Crimes contra a Informática (DRCI), policiais da unidade especializada realizaram operação, na manhã desta quarta-feira, para cumprir 17 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça".
"As ordens judiciais foram cumpridas na casa de pessoas investigadas por participação direta ou indireta em prática de atos violentos durante protestos. A ação é um desdobramento do inquérito da DRCI que, em 4 de setembro do ano passado, prendeu e indiciou três homens por formação de quadrilha e incitação à violência".
"As investigações continuam em andamento e o inquérito está em segredo de Justiça. Dez pessoas foram levadas para delegacia para serem ouvidas. Não houve presos".
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