Rio de Janeiro, 04 de Fevereiro de 2026

Sindicatos pedirão aumento real de salários

Segunda, 09 de Julho de 2007 às 09:30, por: CdB

Diante do crescimento econômico, as categorias com data-base no segundo semestre se preparam para cobrar a sua parte nos ganhos obtidos pelas empresas com a recuperação da economia.

É neste semestre que se concentram as campanhas salariais de mais de 15 milhões de trabalhadores das categorias mais organizadas do país, como metalúrgicos, bancários, eletricitários, químicos e petroleiros.

Para os sindicalistas, a expansão da economia, num cenário de inflação baixa, juros em queda e crescimento do emprego, abre espaço para aumentos reais de salários, maior participação nos lucros das empresas e cláusulas sociais.

Eles têm pressa em iniciar as negociações e advertem que a greve voltou a ser um instrumento de pressão, num momento em que as indústrias já firmam contratos para o Natal, especialmente com fornecedores no exterior.

Segundo o presidente da Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT/SP, Valmir Marques, a campanha tem como eixos principais o aumento real dos salários, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução dos salários, e a unificação dos pisos e das datas-base de todos os grupos para setembro.

Com data-base em novembro, os 700 mil metalúrgicos da Força Sindical no Estado de São Paulo decidiram antecipar em um mês, de setembro para agosto, a definição da pauta de reivindicações .

- Queremos entrar no vácuo do crescimento econômico para conseguir um aumento real nos salários significativo - diz Eleno Bezerra, presidente da Confederação dos Trabalhadores Metalúrgicos da Força e do Sindicato de São Paulo.

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