Cerca de 9.800, dos 14.100 funcionários dos Correios no Rio de Janeiro, aderiram à greve iniciada nesta quinta-feira. Quem informa é a presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios, Ana Zélia Almeida. A adesão, em todo o Estado. é calculada em 70% dos funcionários. Estão suspensos por tempo indeterminado o envio e a entrega de correspondências.
A paralisação é nacional. De acordo com Ana Zélia, somente os servidores dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Sergipe e Mato Grosso do Sul não aderiram ao movimento. Nesses Estados, a categoria faz assembléias nesta quinta-feira.
— Acredito que nesta sexta-feira a adesão será total. Há muito tempo conversamos com a direção da empresa no sentido de melhorar a distribuição de renda nos Correios — diz Ana Zélia.
Os funcionários dos Correios reivindicam aumento linear de R$ 200 para todos os servidores – o que faria o salário médio dos carteiros subir de R$ 750 para R$ 950 -, melhor distribuição de renda dentro da empresa, contratação de pessoal, reposição de perdas salariais e aprovação de adicional de periculosidade para carteiros.
De acordo com a presidente do sindicato, as negociações começaram em julho. A empresa oferece aumento linear de R$ 50 somente a partir de janeiro e reposição salarial de 3,74%, com base no IPCA.
Adesão no Brasil
Pelo menos 27 dos 33 sindicatos de trabalhadores dos Correios de todo o país aderiram à greve da categoria, segundo Manoel Cantoara, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Fentect). O sindicato de Uberaba (MG), no entanto, ainda não se manifestou sobre o protesto.