O Comando Nacional dos Bancários decidiu, por unanimidade, nessa segunda-feira à noite, recomendar a aprovação da nova proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), de reajuste de 6%, abono de R$ 1.700 e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 80% do salário mais R$ 800.
A proposta vale para os funcionários dos bancos privados e existe, também, o compromisso de ser seguida pelos bancos federais.
De acordo com a avaliação do comando grevista, a proposta avança na concessão de aumento real, reverte em renda imediata com a concessão do abono e traz melhora no valor fixo da PLR.
A partir da decisão sobre as questões econômicas gerais, as assembléias devem decidir sobre temas específicos.
No caso do Banco do Brasil, além da PLR, que já foi votada, e da correção da Parcela Previ, a direção do banco propôs aumento de R$ 31,80 para quem recebe até R$ 1.500, além do reajuste da Fenaban.
Há a garantia ainda da isonomia nas ausências permitidas entre os novos funcionários e os bancários do setor privado.
Os bancários devem aceitar a proposta apresentada pela Fenaban e terminar a greve até a próxima quinta-feira.
A informação é do secretário-geral da Confederação Nacional dos Bancários (CNB), Carlos Cordeiro.
- A greve está próxima do fim. Quinta-feira, acredito que não tenha mais greve - informou.
A nova proposta, apresentada na noite de ontem (10), é de reajuste dos salários e demais benefícios em 6%, com o pagamento de abono único de R$ 1,7 mil para todos os bancos.
Além disso, no caso da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), a regra seria de 80% do salário mais uma parte fixa de R$ 800, paga em duas vezes, como nos anos anteriores.
- A orientação é para que os bancários aceitem a proposta. Agora, pelo menos, ela repõe a inflação do período, tem um aumento real, melhora o abono e a TLR - explicou Carlos Cordeiro.
O secretário-geral da CNB disse também que nesta terça os sindicatos fazem assembléias em todo o país.
- Em algumas cidades que fazem assembléia pela manhã, os bancos podem voltar a funcionar ainda hoje - concluiu.