O Centro de Seleção e Promoção de Eventos, órgão da Universidade de Brasília (UnB) responsável pela elaboração de provas em todo o Brasil, abriu uma sindicância interna para apurar denúncias de venda de gabaritos.
Para os policiais, a quadrilha, chefiada pelo técnico judiciário Hélio Ortiz, tinha ramificações dentro do Cespe. A unidade também deverá contratar nos próximos dias uma auditoria externa para reforçar a apuração de responsabilidades.
Três pessoas consideradas centrais na máfia que, desde 1981, fraudavam concursos públicos em todo o país já foram presas. A Polícia Civil de Brasília descobriu que as respostas das questões de pelo menos 13 provas teriam sido vendidas por até R$ 50 mil a candidatos antes da realização do teste.
Embora o vestibular da UnB não figure, pelo menos por enquanto, na lista da Polícia Civil de provas sob suspeita, a reitoria da UnB anunciou no sábado que adotará medidas inovadoras de segurança para evitar fraudes no segundo vestibular de 2005, com provas marcadas para 11 e 12 de junho. Para dificultar a atuação de criminosos, a universidade não divulgou o novo esquema de fiscalização das provas. Segundo o delegado Miguel Lucena, que lidera as investigações, as suspeitas de fraudes em concursos públicos e vestibulares começaram a ser apuradas em novembro de 2004, na Operação Galileu. Desde então, foram expedidos 107 mandados de prisão contra integrantes da quadrilha. Desse total, 85 pessoas estão presas, seis estão foragidas e 16 pessoas já foram postas em liberdade por terem cooperado com a polícia em seus depoimentos.