Rio de Janeiro, 13 de Maio de 2026

Sindicalistas vão a Lula com proposta de jornada menor

Presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva recebeu para uma reunião, nesta terça-feira em São Paulo, dirigentes de centrais sindicais brasileiras para debater propostas a serem implementadas em seu governo. Ao final do encontro, o presidente Lula lembrou seus tempos de líder sindical, no ABC paulista, durante a década de 80, e afirmou que é possível chegar a um acordo "sem prejuízo de ninguém". (Leia Mais)

Terça, 26 de Novembro de 2002 às 14:56, por: CdB

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva recebeu para uma reunião, nesta terça-feira em São Paulo, dirigentes de centrais sindicais brasileiras para debater propostas a serem implementadas em seu governo. Depois de pedir a união do movimento sindical em torno de questões relevantes para a reestruturação econômica do Brasil, o futuro presidente afirmou que quer governar com toda a sociedade. - Sou presidente da República eleito, não sou presidente das centrais. Quero construir a unidade com a maior tranquilidade possível, convocar todos a participarem e é isso que vamos fazer com maior carinho - disse o presidente Lula. O presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), João Felício, defendeu a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas. Para as montadoras de automóveis, que já fazem 40 horas semanais, a proposta é de que a jornada passe para 36 horas - uma diminuição de 10 por cento. Tudo com o claro objetivo de aumentar a oferta de empregos no país. Felício destacou a necessidade das reformas trabalhista, previdenciária e tributária. "Precisamos fazer com que o país cresça", disse. "Sem as reformas, o Brasil não cresce e se ele não cresce, o desemprego permanece e não há possibilidade de aumento salarial. Nossa luta é por salários e emprego". Para o presidente da CUT, o encontro com Lula foi histórico: "Pela primeira vez conversamos com um presidente antes de sua posse". Já o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, defendeu a criação do Fórum Nacional de Trabalho para discutir a mudança da estrutura sindical na reforma trabalhista. O sindicalista propõe aumento no número de parcelas do seguro-desemprego, de cinco para 12, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Outras propostas da Força Sindical são: a flexibilização da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), com manutenção do décimo terceiro salário, e a definição do salário mínimo em R$ 240,00. Lula considerou positivo o encontro que o fez lembrar os tempos de sindicalista dos metalúrgicos. "Há sempre uma forma de fazermos as coisas acontecerem, sem prejuízo para ninguém", disse. O senador eleito Aloizio Mercadante, que participou do encontro, defendeu a unidade do movimento sindical, em encontro de sindicalistas com o presidente da República. "Precisamos construir uma unanimidade para ter força de pressionar o Congresso, que vai definir as reformas", afirmou Mercadante, que convocou os sindicalistas a formarem caravanas para participar da festa da posse. "Serei um senador da unidade do movimento sindical", prometeu.

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