Rio de Janeiro, 15 de Agosto de 2026

Sindicalistas já admitem salário mínimo abaixo de R$ 580

Os representantes das centrais sindicais que se rreuniram na manhã desta sexta-feira com ministros para discutir o valor do salário mínimo já admitem um piso nacional abaixo dos R$ 580. Segundo eles, dependendo dos acordos sobre a correção da tabela do Imposto de Renda (IR) e sobre uma nova política de valorização do mínimo, o valor do piso reivindicado pode baixar.

Sexta, 04 de Fevereiro de 2011 às 07:06, por: CdB
Os representantes das centrais sindicais que se rreuniram na manhã desta sexta-feira com ministros para discutir o valor do salário mínimo já admitem um piso nacional abaixo dos R$ 580. Segundo eles, dependendo dos acordos sobre a correção da tabela do Imposto de Renda (IR) e sobre uma nova política de valorização do mínimo, o valor do piso reivindicado pode baixar. – Tudo depende do processo de negociação –, afirmou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva, um dos sindicalistas presente no encontro. – São três pontos. Se passar pela correção da tabela do IR e pela política de valorização para o mínimo, o terceiro valor do salário mínimo deste ano fica mais fácil de negociar. Além da CUT, participaram da reunião representantes da Força Sindical, da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT) e da Nova Central. Pelo governo federal, estiveram presentes o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho; o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. A reunião aconteceu no escritório da Presidência em São Paulo, na Avenida Paulista. Lá, dezenas de militantes dos sindicatos fizeram uma manifestação por um salário mínimo maior. A proposta do governo é de R$ 545. O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, admitiu que será difícil que o governo ceda e aumente o salário mínimo para R$ 580. – Vai ser complicado. Nós vamos pedir, mas estamos dispostos a negociar.
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