A proposta de reforma sindical apresentada pelo Governo foi veementemente criticada por sindicalistas, nesta quarta-feira, durante audiência pública para tratar do assunto. Todos foram unânimes em classificar o texto como concentrador de poder nas centrais sindicais e pediram mudanças para que os sindicatos sejam preservados. O presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), João Domingos Gomes dos Santos, disse que a proposta do governo é "imprestável" e apoiada "em farsas".
Segundo ele, não houve consenso para as propostas e toda a argumentação foi elaborada "pelas cúpulas sindicais atreladas ao governo", que teriam, na análise dele, poder para instituir "sindicatos biônicos, sem qualquer trabalhador filiado".
Já o presidente do Conselho Executivo da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Previdência (Anfip), Marcelo Oliveira, considera que o "grande plano" da Reforma Sindical é "o controle dos trabalhadores pelas centrais". O sindicalista acredita ainda que a negociação salarial coletiva, prevista no texto da reforma, não vai funcionar para os servidores, uma vez que "a pauta salarial só pode ser atendida por meio de lei". O debate sobre a Reforma Sindical foi promovido pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público.