O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) deve se reunir com representantes de todos os partidos políticos com representação no Congresso Nacional para debater os rumos da reforma política. A sugestão foi dada na reunião desta treça-feira do conselho pelo presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil, Antônio Neto. Segundo Neto, o encontro poderia esclarecer aos membros do conselho a viabilidade da reforma política.
A idéia foi bem recebida pelo ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, que preside o conselho. Ele se comprometeu a tentar viabilizar o encontro no próximo mês.
— O fato de o Congresso Nacional não encontrar um consenso não significa que vamos parar de discutir. A orientação do presidente é conversar e negociar com o Congresso o tempo todo, buscando algum consenso —, disse o ministro.
A coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, defendeu que as reformas devem valorizar a cidadania.
— Tanto a reforma política como a tributária devem ter como pano de fundo promover a todos, principalmente os mais pobres, para diminuir a desigualdade social —, disse.
Ela também pediu que na discussão da reforma tributária seja estudado o tratamento tributário para as entidades filantrópicas e associações, consideradas uma grande alavanca para o progresso.
Zilda Arns lembrou que apenas na Pastoral há 270 mil voluntários que trabalham 24 horas por mês.
— Se multiplicássemos isso, tendo como referência o salário mínimo, daria mais de R$ 78 milhões economizados para o país com pessoal capacitado trabalhando eficazmente —, disse.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Cézar Britto, reforçou a necessidade da reforma política, ressaltando que ela é “a mãe de todas as reformas”. Ele disse que é preciso valorizar a democracia representativa e fortalecer o parlamento, e lembrou a necessidade da participação do Poder Executivo nesse diálogo.
— Se o governo não participar do diálogo, vamos perder mais um bonde da história —, disse Britto.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, defendeu a necessidade urgente de reformas estruturantes para desburocratizar o país. Para ele, as reformas política, tributária, trabalhista e previdenciária são importantes para criar um cenário de confiança e competitividade no Brasil.
Sindicalista sugere debate sobre reforma política
Terça, 17 de Julho de 2007 às 14:35, por: CdB