Simpatizantes de Chávez rezam em Caracas por sua volta ao país
Venezuelanos rezavam pela recuperação do presidente Hugo Chávez, submetido a uma operação para retirada de um tumor. A dúvida sobre as condições de saúde do líder socialista permanece, mesmo depois de o governo reafirmar que Chávez terá condições de concorrer à reeleição no próximo ano.
Venezuelanos rezavam pela recuperação do presidente Hugo Chávez, submetido a uma operação para retirada de um tumor. A dúvida sobre as condições de saúde do líder socialista permanece, mesmo depois de o governo reafirmar que Chávez terá condições de concorrer à reeleição no próximo ano. A oposição criticou sua adminitração por segurar informações básicas sobre a condição do presidente, de 56 anos. Chávez despachou com vários de seus ministros em Havana, na véspera.
Neste domingo, em sua página no Twitter, @chavezcandanga, Chávez enviou uma mensagem aos jovens reunidos em Caracas para as festividades do bicentenário da independência da Venezuela:
"Olá juventude bolivariana! Eu os vejo, os ouço e os vivo! Afirmamos com Bolívar, 200 anos depois: Vacilar é perder. Venceremos companheiros meus!".
Sua doença estarreceu o país, que é o maior exportador de petróleo da América do Sul, revelando a ausência de um sucessor e reforçando temores de um vácuo no poder e do início de uma disputa política. Desde que Chávez apareceu em rede nacional na noite de quinta-feira para revelar que havia passado por cirurgia em Havana para remover um tumor maligno, muitos se questionam se ele será capaz de governar a nação de 29 milhões de pessoas.
Chávez não disse quando poderá retornar. Uma fonte próxima à equipe médica venezuelana seguindo sua recuperação em Cuba disse que o diagnóstico revelou que o câncer requer um tratamento agressivo que poderá durar meses. O vice-presidente Elias Jaua tentou aplacar as dúvidas.
– Chávez estará fora o tempo necessário para ele se recuperar. O presidente está no comando do país e continuará a ser o chefe do país – disse Jaua à Telesur TV network.
Paz tensa
Líderes da oposição e simpatizantes de Chávez estão tentando evitar troca de qualquer acusação pela condição de saúde do presidente. Mas ambas as partes estão tensas pelo fato de Chávez não ter indicado um sucessor temporário durante sua estadia de quase um mês em Cuba e estão ansiosas sobre o espectro de uma mudança no poder.
Aliados insistem que o presidente continua ativo e que não há necessidade de temporariamente indicar o vice-presidente, Elias Jaua. A constituição exige uma delegação de poderes ao vice-presidente se houver uma "ausência" de 90 dias, ou 180, se o parlamento usar sua prerrogativa de estender o período.
Mas autoridades venezuelanas afirmam que o relógio ainda não começou a contar porque Chávez ainda está assinando decretos e dando instruções a ministros.
– Ele virá quando seus médicos disserem que ele pode – disse Jaua à agência inglesa de notícias Reuters durante preparativos para marcar o aniversário de 200 anos da independência da Venezuela da Espanha.
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