Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Simpatizantes da Al Qaeda assumem atentados em Bagdá

Quinta, 10 de Dezembro de 2009 às 12:32, por: CdB

Insurgentes iraquianos ligados à Al Qaeda assumiram a responsabilidade pelos atentados que mataram 112 pessoas nesta semana em Bagdá, e disseram que a violência continuará, segundo um site islâmico.

"Os jovens do Islã (...) puseram-se a alvejar as cidadelas do mal, os ninhos da infidelidade e os centros do governo rejeicionista (xiita)", disse a entidade que se intitula Estado Islâmico do Iraque.

"Estamos determinados a erradicar este governo e a derrubar seus pilares e a alvejar seus pontos fortes. A lista de alvos não irá acabar até que a bandeira do Deus único seja novamente hasteada sobre Bagdá", disse a nota, datada de quarta-feira, que usa um linguajar habitual entre os radicais sunitas.

O grupo disse ter atacado os ministérios do Trabalho e das Finanças e edifícios judiciais em sua "terceira onda" de ataques. A autenticidade da afirmação não pôde ser verificada.

Os quatro carros-bomba de terça-feira deixaram 425 feridos. O Ministério da Saúde disse que houve 77 mortos, mas a polícia relatou 112 vítimas fatais.

O Estado Islâmico do Iraque já havia reivindicado a autoria do duplo atentado suicida de 25 de outubro no Ministério da Justiça e na sede do governo regional de Bagdá, que mataram 155 pessoas, e de dois outros ataques, em 19 de agosto, que deixaram 95 mortos em dois outros ministérios.

A Al Qaeda e outros grupos sunitas têm atacado os xiitas desde que essa seita, majoritária no país, ganhou preponderância na política nacional, depois da invasão norte-americana de 2003.
O primeiro-ministro Nuri al-Maliki, xiita, disse na quarta-feira que houve apoio do exterior para os atentados. Um funcionário do Ministério do Interior sugeriu que pode ter havido participação "da Síria, da Arábia Saudita ou de outro governo".

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