Por http://pt.wikipedia.org/wiki/Simone_Weil 13/06/2011 às 09:44
Simone Adolphine Weil (Paris, 3 de fevereiro de 1909 ? Ashford, 24 de agosto de 1943) foi uma escritora, mística e filósofa francesa, tornou-se operária da Renault para escrever sobre o cotidiano dentro das fábricas.
Simone Adolphine Weil (Paris, 3 de fevereiro de 1909 ? Ashford, 24 de agosto de 1943) foi uma escritora, mística e filósofa francesa, tornou-se operária da Renault para escrever sobre o cotidiano dentro das fábricas.
Lutou na Guerra Civil Espanhola, ao lado dos republicanos, e na Resistência Francesa, em Londres; por ser bastante conhecida, foi impedida de retornar à França como pretendia; acometida de tuberculose, não teria admitido se alimentar além da ração diária permitida aos soldados, nos campos de batalha, ou aos civis pelos tickets de racionamento. Com a progressiva deterioração de seu estado de saúde, em estado de desnutrição, faleceu poucos dias depois de seu internamento hospitalar.
RESUMO-VIDA E OBRA
Irmã mais jovem do matemático André Weil, Simone nasceu numa família judia não-praticante; ela e o irmão cresceram agnósticos. Revelando precocemente uma inteligência notável e uma personalidade excêntrica (recusava-se freqüentemente a comer por razões "idealísticas" e estava determinada a permanecer virgem), Simone já falava grego arcaico aos doze anos de idade. Aos 15, obteve um bacharelado em filosofia e passou três anos preparando-se para o concorrido exame da Ecole Normale Supérieure sob a supervisão do filósofo anticonformista "Alain" (que a apelidou - por causa das roupas estranhas que ela costumava usar - de "Marciana"). Uma das primeiras mulheres a estudar na instituição, existem controvérsias se ela teria se formado em primeiro (segundo algumas fontes) ou segundo lugar (conforme afirmam outras). Todavia, todas as fontes são unânimes em afirmar que ela graduou-se imediatamente à frente de outra Simone - a de Beauvoir.
Em 1931, Simone Weil tornou-se professora numa escola secundária para moças em Le Puy, onde ganhou outro apelido exótico: "Virgem Vermelha", algo como um misto de freira e anarquista. Compartilhava a prosaica atividade do magistério com períodos exaustivos trabalhando em fazendas e fábricas, método pelo qual encontraria "o tempo como condição e o espaço como objeto" de sua ação, pois segundo seu pensamento, o mundo é o lugar adequado para um intelectual estar, ajudando as pessoas a refinarem seus poderes de observação e capacidade crítica; e que o papel apropriado para a ciência é permanecer integrada com a vida produtiva, sem a qual, torna-se meramente um sistema remoto de sinais vazios. Depois de dizer para suas alunas que "a família é prostituição legalizada... a esposa é uma amante reduzida à escravidão", foi transferida de escola e de cidade
Obras de Simone Weil :
WEIL, Simone. A condição operária e outros escritos sobre a opressão, Org. Ecléa Bosi, Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1979. WEIL, Simone. A gravidade e a graça, São Paulo, ECE, 1986; nova tradução: São Paulo, Martins Fontes, 1993. WEIL, Simone. Espera de Deus, São Paulo, ECE, 1987. Ed. Portuguesa: Lisboa, Assírio & Alvim, 2005. WEIL, Simone. Pensamentos desordenados acerca do amor de Deus, São Paulo, ECE, 1991. WEIL, Simone. Aulas de Filosofia, Campinas, Papirus, 1991. WEIL, Simone. O Enraizamento, São Paulo, EDUSC, 2001. WEIL, Simone. Opressão e Liberdade, São Paulo, EDUSC, 2001. WEIL, Simone. A fonte grega, Lisboa, Ed. Cotovia, 2006.
Plano da edição das "Oeuvres Complètes" de Simone Weil. Éditions Gallimard, Paris.Edição prevista em VII tomos e 15 volumes.
Tomos já integralmente publicados: I, II, IV e VI.
Nossos acréscimos: Vale destacar o trabalho de Eclea Bosi. Ecléa Bosi - DOSSIÊ MEMORIA Holocausto -
17 out. 2008 ... Ecléa Bosi é professora do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP) ...
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