Abusando da paciência alheia - I
Sílvio Pereira, ex-secretário-geral do PT, depois de dar uma entrevista gravada de oito horas à repórter do Globo Soraya Aggege, vai à CPI dos Bingos e diz que não se lembra do que contou. Diz, também, que sequer leu a entrevista publicada no jornal, que deu origem à intimação para que depusesse na CPI, e que também ninguém, nem sequer o advogado que tinha a tiracolo, conversou com ele sobre a respeito. É um escárnio e um desrespeito, não só à CPI, mas à opinião pública e ao país.
Abusando da paciência alheia - II
Ricardo Noblat lembra duas frases antológicas em seu site. "Sobre essa entrevista, eu não sei mais onde está a verdade. Não sei o que é verdade no que falei. Não sei mais de onde tirei isso", disse Sílvio Pereira ontem à CPI, a respeito da entrevista que concedeu ao Globo. "Ao que eu saiba, não sei", disse Vladimir Poletto, ex-assessor do ex-ministro Antônio Palocci, em depoimento na CPI dos Correios. É o circo do PT.
Confidências de Casoy
Boris Casoy está longe de ser o jornalista que mais admiro. Mas nesta terça-feira eu o ouvi dizer algo interessante, num seminário sobre telejornalismo no Sesc-Flamengo, no Rio. Segundo Casoy, quando ele era diretor do telejornal da Record, emissora que deixou recentemente, havia pressões do governo Lula para que três assuntos não fossem abordados: a morte do prefeito Celso Daniel; os "negócios" de Roberto Teixeira, compadre do presidente Lula; e a CPI do Banestado, que investigou lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Fraude envolveria um terço da Câmara
Nem bem é esclarecido (ou nem chega a ser) um escândalo, aparece outro. O esquema de compra fraudulenta de ambulâncias por prefeituras vai dar pano para mangas. Uma acusada fez acordo de delação premiada com o Ministério Público e, em seu depoimento, listou 169 deputados e um senador como envolvidos no esquema. Isto significaria que, de cada três deputados, um estaria implicado. É inacreditável!