Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Silvan Shalom diz que Israel continuará construindo o "muro"

Domingo, 22 de Fevereiro de 2004 às 04:41, por: CdB

O ministro israelense de Assuntos Exteriores, Silvan Shalom, afirmou hoje, domingo, que Israel continuará construindo o "muro de segurança" na Cisjordânia, apesar da oposição dos palestinos e da comunidade internacional.

O chefe da diplomacia israelense fez essas declarações à rádio pública 24 horas antes das deliberações acerca da legalidade desse muro na Corte Internacional de Justiça (CIJ), com sede em Haia, Holanda.

"O debate de amanhã em Haia deve ser sobre o terrorismo, não sobre esse muro que levantamos para defender-nos dos terroristas (palestinos), e que já nos provou sua eficácia", afirmou Shalom. "O problema é o terrorismo, não o muro, que é sua conseqüência".

Diante da pergunta de por que Israel não constrói esse muro de separação ou defensivo sobre a linha do armistício que pôs fim em 1949 à primeira guerra árabe-israelense, a assim chamada "linha verde", Shalom respondeu que levantá-lo ali teria convertido esse muro em uma "fronteira política", enquanto que esta é uma "linha de segurança que pode modificar-se a qualquer momento".

O Exército israelense começará hoje a desmantelar oito quilômetros do muro - que se compõe de cercas e blocos de cimento de oito metros de altura em vários lances de seu percurso- para corrigir um "erro de planejamento", segundo meios oficiais.

As autoridades israelenses admitiram que sua construção junto à aldeia palestina de Baka al-Sharkía foi um erro que colocaria 5.000 palestinos sob controle do Exército de ocupação do norte da Cisjordânia.

Fontes do Governo diziam esta manhã que o desmantelamento "nada tem a ver com as deliberações da Corte de Haia".

O ministro Shalom destacou à emissora que "só 12 ou 13 países, e talvez finalmente 12 porque a Turquia também se retiraria, apresentarão suas alegações amanhã perante os magistrados da CIJ.

O ministro do Exterior da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Nabil Shaat, se queixou este fim de semana porque a maioria dos estados da Liga Árabe não participarão amanhã na sessão da CIJ, que deliberará durante três dias antes de anunciar seu veredicto.

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