Presidente da Siemens, Gerhard Cromme concentra suas atividades na empresa
Presidente do conselho da Siemens, Gerhard Cromme vai sair do conselho da editora Axel Springer para se concentrar em seu papel na maior empresa de engenharia da Alemanha, afirmou a revista WirtschaftsWoche neste sábado. Cromme planeja deixar o cargo de membro do conselho de supervisão da Axel Springer em 16 de abril de 2014, quando a empresa realiza a sua assembleia geral anual, disse a revista semanal de negócios, sem citar fontes.
Uma porta-voz da editora alemã confirmou que todo o conselho será colocado a votação na data, mas disse que não tinha conhecimento de que Cromme estava planejando ir embora. A Siemens passou por uma turbulenta mudança de liderança em julho, quando o ex-presidente executivo Peter Löscher, contratado por Cromme, saiu da companhia depois da Siemens emitir seu segundo alerta de revisão de lucro este ano. Loescher foi sucedido pelo diretor financeiro Joe Kaeser.
Escândalo nacional
No Brasil, a Siemens passa por uma crise que poderá levar parte de seus executivos, no país, para a cadeia. No meio desta semana, o Metrô de São Paulo abriu um processo administrativo interno para analisar o contrato com a companhia alemã, para a construção da Linha 2-Verde, segundo o secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes. Caso fique constatada alguma irregularidade na conduta da empresa, ela pode ser declarada inidônea, o que a impediria de participar de licitações da companhia durante um determinado período e prejudicar, ainda mais, as margens já reduzidas da rentabilidade prevista pela empresa para este ano.
A Siemens é investigada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), pelo Ministério Público Estadual de São Paulo e pela Polícia Federal por suposta participação em cartel em licitações do Metrô, entre 2005 e 2008. Um desses contratos, de acordo com o Metrô, é objeto da denúncia no Cade, que é trata do sistema de sinalização de trens da Linha 2-Verde.
– Se ela já declarou que praticou (irregularidades durante a gestão dos governadores tucanos Geraldo Alkmin e José Serra), nós devemos iniciar esse processo. É um processo administrativo. Não é judicial. Faz-se uma análise, cria-se uma sindicância, verifica-se o que já pode ser feito. À medida que o Cade for definindo os outros membros do cartel, nós vamos anexando nesse processo – afirmou o secretário.
Uma vez comprovada a formação de cartel, a empresa ficará impedida de participar de licitações, mas pode reduzir o tempo de espera se estiver disposta a ressarcir os prejuízos do governo.
– Esse prazo (para disputar em novas licitações) pode ser cinco anos. Se ela fizer alguns ressarcimentos você pode ir amenizando as penas. De cinco anos pode cair para quatro ou para três anos – concluiu.
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