Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Siderúrgicas dos EUA pedem manutenção de tarifas de importações

Quarta, 02 de Março de 2005 às 14:24, por: CdB

Siderúrgicas dos Estados Unidos pediram nesta quarta-feira a continuidade das medidas de proteção contra importações de produtos do Japão, Brasil e Rússia, apesar dos bilhões de dólares em lucros registrados pelo setor em 2004. Fabricantes de autopeças e outras empresas consumidoras de aço dos EUA sustentam que as proteções não são mais necessárias.

Mais de 20 congressistas se juntaram ao presidente da U.S. Steel, John Surma, e a outros líderes industriais e sindicais dos EUA para exigir que a Comissão de Comércio Internacional do país não interrompa barreiras alfandegárias sobre laminados a quente, como exigido pela Organização Mundial do Comércio.

- Sejamos bem claros. Essa indústria não recuperou nem perto dos custos de capital em qualquer ano antes de 2004 - afirmou Surma.

Ele disse ainda que a revisão das proteções contra importações agora pode gerar um "prejuízo substancial".

Jerry Nelson, vice-presidente de vendas e marketing para a International Steel Group, disse que o rápido desenvolvimento da capacidade de produção na China aumenta preocupações sobre uma enxurrada de importações de laminados a quente nos EUA, caso a proteção seja removida.
Os Estados Unidos impuseram taxas sobre os laminados a quente do Japão e do Brasil em 1999 e negociou um acordo limitando a importação da Rússia para contrabalançar o que o Departamento de Comércio do país chama de preços injustamente baixos.

Apesar da indústria siderúrgica dos EUA ter registrado um lucro combinado de cerca de 7 bilhões de dólares em 2004, o volume de recursos não foi suficiente para cobrir as perdas de 8 bilhões de dólares ocorridas entre 1999 e 2003, afirmou Terry Straub, vice-presidente da U.S. Steel.

- Se a indústria siderúrgica não é capaz de competir com o mercado mundial agora, quando ela será - perguntou o presidente da Precision Metalforming Association, William Gaskin.

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