Rio de Janeiro, 22 de Setembro de 2026

Siderúrgicas brasileiras devem subir preços a montadoras de carros

As siderúrgicas brasileiras provavelmente vão implementar um aumento nos preços de aços planos vendidos a montadoras de veículos que pode chegar a 5% até o final do ano, escreveram analistas do Goldman Sachs em relatório a clientes nesta quarta-feira.

Quarta, 28 de Agosto de 2013 às 09:41, por: CdB
economia14.jpg
As siderúrgicas brasileiras provavelmente vão implementar um aumento nos preços de aços
As siderúrgicas brasileiras provavelmente vão implementar um aumento nos preços de aços planos vendidos a montadoras de veículos que pode chegar a 5%  até o final do ano, escreveram analistas do Goldman Sachs em relatório a clientes nesta quarta-feira. Segundo o analista Marcelo Aguiar e sua equipe, o aumento nos preços no Brasil anunciado entre março e abril, que variou de 6%  a 8%  dependendo do produto, e o incremento de 5%  a 6%  em agosto ainda não foram totalmente repassados às montadoras. As fabricantes de veículos mantêm contratos de longo prazo com as siderúrgicas e o preço normalmente é negociado anualmente ou a cada seis meses, dependendo das condições do mercado. - Nossas checagens indicam que o atual preço do aço pago pelas montadoras está 10%  abaixo do pago por outros clientes das siderúrgicas - afirma o relatório. "Isso é incomum", acrescentaram os analistas. Em Brasília, o diretor de relações institucionais da General Motors e também presidente da associação de montadoras, Anfavea, Luiz Moan, disse que reajustes ainda não chegaram para o setor. - Nós ouvimos na imprensa, na verdade, esse desejo das siderúrgicas (de aumentar os preços). Mas, até o momento, do ponto de vista das montadoras, esse reajuste ainda não chegou - disse Moan durante audiência na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara. - Se eventualmente chegou a alguma montadora, está no processo de negociação - acrescentou. Um recente declínio do real contra o dólar pode disparar uma cláusula que acelera o reinício da negociações de preços, disseram os analistas do Goldman. A companhia mais beneficiada por reajustes, segundo os analistas, seria a Usiminas, maior fornecedora de aço ao setor automotivo do país, que deve 35%  da receita às vendas para montadoras. A CSN também se beneficiaria de preços maiores às fabricantes de veículos, disse Aguiar no documento. As siderúrgicas já anunciaram reajustes de preços de aços planos e longos no início de agosto para distribuidores do país, após a intensificação da desvalorização do real contra o dólar. As ações da Usiminas subiam 1,68%  enquanto o Ibovespa operava em alta de 0,36%. A CSN, enquanto isso, avançava 0,58%.
Tags:
Edições digital e impressa