Produtos chineses podem inundar o mercado mundial de aço se o país não frear o crescimento excessivo de seu setor siderúrgico, alegou o presidente da U. S. Steel, John Surma, na terça-feira.
- Embora as projeções continuem a apontar para crescimento econômico e alta na demanda por aço continuados na China, o fator chinês poderia facilmente se reverter de forma inesperada e rápida, da mesma forma que surgiu - disse Surma, presidente-executivo e do conselho da terceira maior siderúrgica norte-americana, durante a CRU World Steel Conference, em Luxemburgo.
Surma disse que a capacidade atual de produção de aço da China supera as 300 milhões de toneladas, depois de mais que duplicar a partir de 2000, e que a China se tornou exportadora líquida de determinados tipos de aço, a partir do segundo semestre de 2004.
- Se a China não contiver o crescimento excessivo do setor privado de aço, e se tornar exportadora substancial em base continuada, em lugar de importador, a produção excedente de aço poderia ser despejada em um mercado que mal atingiu o equilíbrio, na ponta forte do ciclo de negócios, gerando um excesso de oferta.
Ele também se referiu à nova capacidade, dirigida ao mercado exportador, desenvolvida em países como Brasil e Índia.
- Se a demanda mundial por aço não acompanhar o aumento da capacidade o que em geral indica expansão subsidiada, os desdobramentos têm o potencial de alterar o equilíbrio entre oferta e procura e gerar excesso de oferta, nos levando à mesma posição que existia quando decolamos, quatro anos atrás.
Surna alertou contra "forças de fora do mercado" decidindo sobre aumentos de capacidade, em lugar de o aço encontrar seu equilíbrio entre oferta e procura movido apenas pelas forças de mercado.
A presidente do conselho do Shanghai Baosteel Group, da China, Xie Qihua, disse, durante a conferência, que a importação de aço para a China havia caído pela primeira vez em seis anos, em 2004, mas que a tendência se devia também ao fato de que o preço do aço chinês, no ano passado, estar em média 30 por cento abaixo da norma mundial.
Siderúrgica dos EUA pede para China conter crescimento do aço
Terça, 08 de Março de 2005 às 13:23, por: CdB