A Usiminas encerrou o segundo trimestre deste ano com lucro de R$ 704 milhões, o que representa uma queda de 13,1% se comparado ao mesmo desempenho nesta época do ano passado, influenciada por queda na receita, impactada por preços menores, e taxa de câmbio, informou a companhia em comunicado. Na comparação com o primeiro trimestre, porém, o ganho da companhia nos três meses encerrados em junho, mais que dobrou, sinalizando recuperação do desempenho da empresa e seguindo tendência apontada em balanços anteriores do setor, como o da CSN, divulgado na véspera.
No semestre, a companhia teve resultado positivo de R$ 1,049 bilhão, recuo de 42,1% em relação ao obtido um ano antes. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) fechou o trimestre passado em R$ 1,046 bilhão, queda de 35,8% na comparação com os R$ 1,629 bilhão registrados um ano antes. No primeiro trimestre a geração de caixa foi de R$ 908 milhões.
A companhia informou ainda que a receita líquida de R$ 3,053 bilhões nos três meses encerrados em junho, queda de 12,4% ante o segundo trimestre de 2005. No acumulado do primeiro semestre, a receita líquida totalizou R$ 6 bilhões, 14% inferior à alcançada nos primeiros seis meses de 2005. "Apesar do maior volume embarcado no período, esta queda decorreu da união de três fatores: menores preços; mudança do mix de destino (maior participação das exportações) e taxa de câmbio (valorização do real frente ao dólar)", informou a Usiminas.
A companhia vendeu um total de 2,028 milhões de toneladas de aço no segundo trimestre, ante 1,829 milhão de toneladas no mesmo período do ano passado. No semestre, a empresa comercializou 3,982 milhões de toneladas de aço, ante 3,598 milhões de toneladas no mesmo período de 2005, com mais vendas se dirigindo ao mercado interno (74%) do que ao exterior. No primeiro semestre de 2005, 65 por cento das vendas da companhia foram ao mercado doméstico.
A empresa informou ainda que espera para o terceiro trimestre preços no mercado internacional em patamares mais elevados, passando a uma "linha de estabilidade. Pode ocorrer algum recuo nos preços, mas pequeno, pois a demanda deve manter-se firme".