A Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) estima um crescimento de 13% nas vendas dos shoppings de todo o país para o Dia dos Namorados (12 de junho). Já o fluxo de pessoas deve crescer 11% em relação a 2006.
"Eletroeletrônicos, telefonia móvel e principalmente itens de vestuário como roupas e calçados são nossas principais apostas para a data", diz Luiz Fernando Pinto Veiga, diretor executivo da Abrasce.
Segundo ele, o aumento do consumo nesta, que é uma das melhores datas para o varejo, é resultado de vários fatores no atual cenário da economia brasileira, como aumento de crédito, queda de juros e ligeira melhoria de emprego e renda.
Serasa
De acordo com pesquisa realizada pelo Serasa com 1.010 empresários em todo o país, 47% dos comerciantes consultados esperam vender mais no Dia dos Namorados deste ano do que no anterior. O índice é seis pontos percentuais superior ao verificado na pesquisa realizada no mesmo período do ano passado.
Além disso, neste ano, apenas 10% acreditam em recuo das vendas, contra 33% em 2006. Já o número de empresários que confia na estabilidade aumentou de 26% para 43% no período comparado.
As grandes empresas do setor continuam sendo as mais otimistas com as vendas, 61% delas apostam em crescimento. Em 2006, esse percentual era de 44%. As pequenas, assim como no ano passado, confiam menos em melhores resultados, com 45% apostando em crescimento e 44% em estabilidade, além da maior perspectiva de queda (11%).
Este ano, pela primeira vez, a Pesquisa de Perspectiva Empresarial da Serasa perguntou aos executivos quais os principais fatores que refletem positivamente nas vendas.
Entre os principais motivos para o otimismo nas vendas, 66% dos empresários destacaram, em respostas múltiplas, fatores microeconômicos e de mercado como propaganda e promoção para a data; trabalhar com produtos que têm a ver com a data; lançamento de novos produtos; estação do ano e os Jogos Pan-americanos; desconto e preços menores. Outros 37% apontaram a conjuntura econômica, como aumento da safra agrícola e suas conseqüências para a renda do consumidor, e o desenvolvimento regional; aumento da renda e emprego; taxa de juros menor, entre outros.