O premiê israelense, Ariel Sharon, está considerando demitir o ministro das Finanças, Benjamin Netanyahu, depois que um plano de retirada de Gaza foi rejeitado em um referendo de seu partido, informaram nesta segunda-feira fontes políticas.
Sharon ficou furioso com seu antigo rival no partido Likud porque ele teria dado apenas um fraco apoio ao seu plano, quando muitos simpatizantes do ministro das Finanças fizeram uma ativa campanha contra a medida, segundo as fontes.
Mas um porta-voz de Netanyahu disse não acreditar que o ministro perca seu emprego.
A saída de Netanyahu, que recebeu o crédito por revigorar a combalida economia de Israel através de reformas econômicas, iria provocar um tremor nos mercados financeiros e poderia ser um golpe para uma economia que emerge de três anos de recessão.
"Uma das alternativas é demitir Netanyahu. Ele (Sharon) está furioso com Netanyahu, mas ele não faz as coisas por raiva, e isso poderia causar uma rebelião no Likud", disse uma das fontes.
"Eu não acredito que algo vá acontecer e acho que todos ficarão com seus empregos atuais", disse Uri Ginosar, porta-voz do ministro das Finanças.
Analistas financeiros temem que mesmo no caso de Netanyahu manter seu emprego, sua relação com Sharon fique gelada, o que acabaria por prejudicar o investimento estrangeiro.