O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, planeja a retirada de tropas israelenses de cidades palestinas na Cisjordânia e de postos militares em assentamentos nas próximas semanas, informou na sexta-feira a rede de tevê israelita Canal 2.
Sharon disse na quinta-feira que Israel teria que abrir mão de alguns territórios ocupados para avançar em um plano de paz, mas também mencionou a possibilidade de tomar ``medidas unilaterais'' não específicas caso fracassem as negociações com o governo palestino.
Segundo o Canal 2, a primeira parte do plano de Sharon prevê a retirada de postos militares nos assentamentos, a remoção de barreiras de controle e a desocupação de cidades na Cisjordânia.
Caso as negociações previstas no ``mapa da paz'' falhem, em uma segunda etapa de seu plano, Sharon determinaria unilateralmente uma fronteira que deixaria os palestinos com menos de 40 por cento do território ocupado atualmente, e completaria a extensão de uma barreira em torno do leste da Cisjordânia.
De acordo com a rede de tevê, Sharon foi categórico com o primeiro-ministro palestino Ahmed Qurie: ``Esta é a última oportunidade de vocês negociarem comigo''.
Autoridades israelenses não quiseram comentar a reportagem.
O governo israelense comprometeu-se a desocupar assentamentos não autorizados, mas faz pouco para evitar que colonos estabeleçam novos postos desde o início do plano de paz.
Sharon enfrenta crescente pressão doméstica e internacional para retirar assentamentos em territórios ocupados e suspender os bloqueios impostos a cidades palestinas com o fim de encerrar três anos de violência.
Os Estados Unidos anunciaram na terça-feira que penalizariam Israel pela expansão dos assentamentos e do muro em torno das cidades palestinas, deduzindo quase 290 milhões de dólares de um pacote de garantias de empréstimo.