O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, não tem planos de renunciar, apesar das críticas por seu plano de retirada unilateral dos assentamentos judaicos localizados na Faixa de Gaza, informou uma autoridade de primeiro escalão no final da noite desta terça-feira.
"Ele não vai renunciar, porque ele não vai perder (a votação)", disse à Reuters a autoridade que classificou, em resposta a uma notícia veiculada pela página na Internet do jornal Haaretz. Segundo o jornal, Sharon deixaria o cargo caso seu plano não fosse aprovado. A autoridade classificou a notícia de "especulação".
O plano de Sharon prevê desocupar unilateralmente todos os assentamentos judaicos em Gaza e quatro dos 120 da Cisjordânia. Segundo as pesquisas, a aprovação pelo Likud - partido tradicionalmente pró-colonos - ainda é incerta. Uma sondagem mostrou na sexta-feira que 49% dos 200 mil integrantes do Likud eram a favor do plano e 39,5% eram contrários.
Uma derrota no plebiscito representaria um forte golpe para Sharon, que já indicou que mesmo assim levaria o projeto ao Parlamento. O plano obteve aprovação do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, numa visita de Sharon a Washington este mês.