A poucos dias do início da retirada israelense da Faixa de Gaza e de áreas da Cisjordânia, o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, afirmou nesta sexta-feira não ter remorsos da polêmica medida, amplamente atacada por ultra-ortodoxos e militantes direitistas.
Nesta quinta-feira, uma grande marcha reuniu cerca de 150 mil pessoas no centro de Tel Aviv contra o plano que começará a tomar efeito na próxima segunda-feira. Alguns colonos prometeram resistir e já estocaram alimentos em suas casas.
Em entrevista publicada nesta sexta-feira pelo jornal israelense "Yediot Ahronot", Ariel Sharon, disse que há a possibilidade de abandonar mais assentamentos judaicos na Cisjordânia, mas que os maiores blocos de colônias seguirão na região.
O Ministério da Defesa de Israel afirmou em nota que pretende completar a retirada de Gaza e da parte norte da Cisjordânia até o próximo dia 4 de setembro, antecipando a data prevista para a ação. A operação de retirada dos colonos judeus está marcada para começar a partir da próxima quarta-feira.
O controle dos principais blocos de assentamento na Cisjordânia, onde vivem mais de 230 mil colonos, ficará sob controle de Israel. O limite territorial desses blocos ainda é controverso, principalmente porque há o plano do governo israelense de construir mais de 3.650 casas em uma área desocupada na Cisjordânia.