Rio de Janeiro, 18 de Maio de 2026

Sharon não quer comparaçãoes entre atentados em Londres e Israel

Sexta, 08 de Julho de 2005 às 02:42, por: CdB

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, ordenou a seus ministros para não comparar os atentados registrados ontem em Londres com a situação em Israel, informa, nesta sexta-feira, o jornal israelense <i>Haaretz</i>.

- Não é nosso fato e não há necessidade de dizer mais que expressar comoção - disse uma fonte do Escritório do primeiro-ministro israelense citada pelo jornal.

Logo após conhecer os atentados, Sharon ligou para o embaixador britânico perante Israel, Simon McDonald, e lhe pediu que transmitisse ao primeiro-ministro, Tony Blair, a comoção de seu Governo perante o "crime horrível cometido contra civis britânicos inocentes".

Além disso, o primeiro-ministro israelense pediu que McDonald expressasse suas condolências às famílias afetadas e sua solidariedade com o povo britânico.

Sharon também informou ao embaixador israelense sua disposição de enviar assistência médica ou de qualquer outro tipo que o Reino Unido pudesse necessitar.

As recomendações de Sharon, segundo o Haaretz, contrastam com as declarações do ministro israelense de Assuntos Exteriores, Silvan Shalom, que afirmou que "deve recordar-se sempre que dissemos durante muitos anos que infelizmente as pessoas pensam que o terrorismo é só um problema de Israel".

- Dissemos que o terrorismo pode atacar qualquer país no mundo que tenha uma ideologia de liberdade, democracia e de abertura - acrescentou.

Por sua vez, o ministro da Defesa, Shaul Mofaz, contactou seu homólogo britânico, Geoff Hume, para dar-lhe seus pêsames e reiterar que Israel continuará como parte da aliança internacional contra o terrorismo.

Enquanto isso, o presidente israelense, Moshé Katsav, enviou um telegrama à Rainha da Inglaterra, Elizabeth II, no qual afirmou que "cada indivíduo tem o direito básico de viver sem medo e violência".

- Cada indivíduo tem o direito básico de viver, mas o terrorismo não tem fronteiras ou limites. Este crime demonstra mais uma vez a obrigação das nações do mundo de juntar as mãos e unir-se na guerra contra o terrorismo e seus executores sejam quem forem eles - acrescentou.

Segundo a embaixada israelense em Londres, não se registrou nenhuma vítima israelense no ataque.

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