O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, não tem planos de renunciar, apesar das críticas ao seu plano de retirada unilateral dos assentamentos judaicos na Faixa de Gaza, informou na última terça-feira uma autoridade do primeiro escalão do governo.
- Ele não vai renunciar, porque ele não vai perder a votação - disse a autoridade israelense, que pediu o anonimato, em resposta a uma notícia veiculada pelo jornal 'Haaretz'.
Segundo o jornal, Sharon deixaria o cargo caso seu plano não fosse aprovado. A autoridade classificou a notícia como especulação.
O plano de Sharon prevê a desocupação unilateral de todos os assentamentos judaicos em Gaza e de quatro na Cisjordânia. Segundo pesquisas recentes, a aprovação do plano pelo partido de Sharon, o Likud - tradicionalmente pró-colonos- ainda é incerta. Uma sondagem mostrou na sexta-feira que 49% dos 200 mil integrantes do Likud eram a favor, e 39,5% eram contrário ao plano.
Uma derrota no plebiscito representaria um forte golpe para Sharon, que já indicou que mesmo assim levaria o projeto ao Parlamento.
Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026
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