Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Sharon estuda ações militares em Gaza

Terça, 18 de Janeiro de 2005 às 04:10, por: CdB

O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, se reunirá, nesta terça-feira, com o comandante das Forças Armadas, general Moshe Yaalon, e com outros altos oficiais, para estudar distintos planos de ação na Faixa de Gaza se persistirem os ataques da resistência palestina.

Segundo fontes militares israelenses, um dos planos que proporão ao chefe do governo é uma operação em grande escala para impedi-los, isto é, a ocupação de vastas zonas palestinas autônomas de Gaza, que desde 1994 estão a cargo da Autoridade Nacional Palestina (ANP).

Este e outros planos são os que Sharon pode vir a ordenar se o presidente da ANP, Mahmoud Abbas (Abu Mazen), fracassar nas conversas que realizará hoje em Gaza com representantes da Resistência Islâmica (Hamas) e da Jihad Islâmica.

O Hamas rejeitou ontem, segunda-feira, uma decisão do presidente palestino, que ordenou aos órgãos de segurança da ANP que impeçam os ataques da resistência contra localidades israelenses e assentamentos na Faixa de Gaza, que Sharon se propõe a evacuar em julho próximo.

Os milicianos palestinos atacaram ontem à noite com dois mísseis Al Qasam um assentamento judaico do norte da Faixa de Gaza, e esta manhã dispararam quatro bombas contra outros da zona de Gush Katif, no sul de Gaza, embora sem conseqüências.

Os habitantes da localidade israelense de Sderot, situada a 800 metros da Faixa de Gaza, e da cidade palestina de Beit Hanun, de onde costumam disparar os milicianos, se propunham hoje a marchar para essa zona, embora acredita-se que a polícia os impedirá.

Abbas se propõe a conseguir a cessação da violência por meio de negociações para evitar uma temida guerra civil, ou com a participação de 500 a 700 oficiais do aparelho de segurança, que terão que impedir as operações das facções armadas nas zonas que, caso não seja assim, podem ser invadidas pelo exército israelense.

A reunião de Sharon com os comandantes militares, se supõe, é também um ato de pressão sobre o presidente palestino, que ontem, confiou a uma delegação de pacifistas israelenses que para conseguir seu objetivo necessitaria de "algumas semanas e talvez um mês".

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