Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Sharon elogia embaixador que vandalizou exibição de arte na Suécia

Domingo, 18 de Janeiro de 2004 às 13:50, por: CdB

O primeiro-ministro Ariel Sharon elogiou o embaixador israelense na Suécia por ter vandalizado uma exibição de arte em Estocolmo que, para ele, glorificava atacantes suicidas palestinos. "Todo o governo está do seu lado", disse Sharon. A obra de arte vandalizada foi produzida por um israelense.

Uma câmara de segurança registrou na sexta-feira o momento em que o embaixador Zvi Mazel jogou um suporte de luz na instalação "Branca de Neve e a Loucura da Verdade", no Museu Nacional de Antiquidades.

A peça consistia de um pequeno barco com a foto da atacante da Jihad Islâmica Hanadi Jaradat navegando numa piscina retangular enchida com água colorida de vermelho. Jaradat se matou e a outras 21 pessoas num atentado a bomba em 4 de outubro em Haifa, Israel.

Sharon expressou apoio irrestrito à ação do embaixador. "Telefonei na noite de ontem ao nosso embaixador na Suécia e o agradeci pela força como lidou com o crescente anti-semitismo, e disse a ele que todo o governo está do seu lado", afirmou ele hoje numa reunião de seu gabinete.

"Acho que o embaixador Mazel se comportou de forma apropriada", julgou Sharon. "Acho que o fenônemo (do anti-semitismo) é tão sério que teria sido proibido não agir imediatamente".

Dror Feiler, o artista israelense que criou a instalação, explicou que sua intenção era chamar a atenção para o fato de pessoas fracas, solitárias, serem capazes de fazer coisas medonhas.

A exibição está associada a uma conferência sobre como se evitar genocídio a ser promovida em Estocolmo entre os dias 26 e 28.

O Ministério do Exterior israelense consideroou que a exibição desrespeitou um entendimento que o Estado judeu tinha com a Suécia de que a conferência não trataria do conflito israelense-palestino. O ministério convocou o embaixador sueco em Israel para entregá-lo um protesto. O Estado judeu ameaçou não participar da conferência caso a Suécia não cancele a exibição.

Mazel também foi convocado pelo Ministério do Exterior da Suécia para explicar sua ação.

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