Ariel Sharon e Mahmoud Abbas estão reunidos em Jerusalém nesta terça-feira, na primeira vez em que um primeiro-ministro israelense e um presidente palestino mantêm conversações na cidade sagrada, coração do conflito do Oriente Médio.
Uma cúpula em Jerusalém, sagrada para judeus, muçulmanos e cristãos, é simbólica tanto para Israel quanto para a Palestina. Os dois lados reivindicam a cidade para ser sua capital.
As conversações, que estão sendo feitas na casa de Sharon em Jerusalém, trata do plano israelense de retirada da Faixa de Gaza após investidas do governo do presidente dos EUA, George W. Bush, quatro meses depois dos dois líderes acordarem um agora estremecido cessar-fogo.
Washington conta com a retirada israelense dos 21 assentamentos na Faixa de Gaza e de quatro dos 120 assentamentos da Cisjordânia para dar início ao "mapa da paz", plano patrocinado pelos EUA e que prevê um Estado palestino.
Cerca de 50 supostos membros do grupo extremista palestino Jihad Islâmico foram presos por soldados israelenses nesta terça-feira, em uma operação realizada na Cisjordânia, horas antes do encontro entre o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon.
A operação de detenção desta terça-feira foi a maior realizada na região desde o último encontro entre os dois líderes, que aconteceu em 8 de fevereiro passado, em Sharm el Sheikh (Egito), quando foi estabelecido um acordo verbal de cessar-fogo.