Mesmo enfraquecido pelo próprio partido, o Likud, que reprovou em votação o referendo para retirada de judeus da Faixa de Gaza, o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, manteve sua posição e negou que vá renunciar.
Horas antes da votação, o premier disse ao Likud no Knesset (Parlamento) que a casa teria que lidar com "decisões difíceis" que moldarão o futuro de todos - sem dar detalhes.
Sharon sobreviveu com facilidade a uma moção de desconfiança no Knesset nesta segunda-feira. Esquerdistas e partidos árabes, aparentemente tentando capitalizar os problemas políticos de Sharon, apresentaram a moção alegando o que chamaram de "fracasso sócio-econômico e diplomático" do governo.
- Anunciei ontem (domingo) que pretendo continuar a consultar meus ministros, o Likud e outros partidos no Knesset para examinar as implicações (do referendo) e os passos que daremos.
Cerca de 59,5% dos eleitores do Likud se opuseram ao plano, que pede a retirada de todos os assentamentos judaicos da Faixa de Gaza e de alguns da Cisjordânia. Cerca de 39,7% votaram a favor do plano. Apenas 51,6% dos eleitores registrados do Likud participaram do plebiscito.