O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, enfrenta o risco de ser assassinado por um "maluco" israelense devido a seu comprometimento em desmantelar assentamentos judaicos na Cisjordânia, disse um importante senador norte-americano na terça-feira.
O democrata Joseph Biden, eleito por Delaware, que é visto como um potencial candidato à Presidência dos EUA em 2008, disse que o risco de um assassinato de Sharon tem sido subestimado.
"Eu acho que existe uma chance eminente de ele ser assassinado", disse Biden ao Conselho de Liderança Democrata. "Eu acho que existe uma preocupação genuina, real e palpável de que ele possa ser assassinado por um israelense."
Biden, o principal democrata no Comitê de Relações Exteriores do Senado, disse que "não há nada no mundo mais espantoso do que a raiva" de assentados que sentem que foram traídos pelo "pai dos assentamentos".
Certa vez, Sharon exortou os judeus a tomar a terra da Cisjordânia para impedir a criação de um Estado palestino viável no território ocupado por Israel na Guerra dos Seis Dias em 1967.
Mas agora Israel está comprometido com a remoção dos postos de controle e com a suspensão das construções nos assentamentos nos principais assentamentos para dar seguimento ao "mapa do caminho", plano de paz proposto pelos Estados Unidos e que promete aos palestinos a criação de um Estado.
A remoção dos postos de controle é parte de uma estratégia maior de Sharon de remover todos os assentamentos judeus na Faixa de Gaza e quatro dos 120 assentamento existentes na Cisjordânia até o final do verão no Hemisfério Norte. Esse plano é considerado um ultraje para os assentados.
"Eu não subestimo o ressentimento, a aversão", disse Biden. "Eles não representam todos os assentados... mas alguns deles são absolutamente malucos."
Muitos assentados se mudaram para a Cisjordânia para ajudar a retomar a terra que eles acreditam ter sido deixada para os judeus pela Bíblia.
O então primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin, que assinou o acordo de paz de Oslo com os palestinos, foi assassinado por um judeu de extrema direita em novembro de 1995.
Seu assassino confesso, Yigal Amir, disse em seu depoimento que matou Rabin, pois o premiê queria "dar nosso país para os árabes".