Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

"Sharon abriu as portas do inferno"

Israel, em estado máximo de alerta, pode pagar um preço alto pela morte do xeque Ahmed Yassin. Os grupos terroristas Hamas - fundado por Yassin - Al Qaeda, de Osama bin Laden e os libaneses do Hezbollah protestaram em carta o assassinato do líder espiritual palestino e juram vingança contra Israel, Estados Unidos e quem estiver apoiando os americanos contra os árabes. Autoridades militares de toda a Europa e dos Estados Unidos redobraram a atenção e esperam por retaliações a qualquer momento, certos de que a paz entre árabes e judeus, a partir de hoje, volta à estaca zero. Em nota, o Hamas afirmou que "Sharon abriu as portas do inferno". (Leia Mais)

Segunda, 22 de Março de 2004 às 16:01, por: CdB

Israel, em estado máximo de alerta, pode pagar um preço alto pela morte do xeque Ahmed Yassin. Os grupos terroristas Hamas - fundado por Yassin - Al Qaeda, de Osama bin Laden e os libaneses do Hezbollah protestaram em carta o assassinato do líder espiritual palestino e juram vingança contra Israel, Estados Unidos e quem estiver apoiando os americanos contra os árabes. Autoridades militares de toda a Europa e dos Estados Unidos redobraram a atenção e esperam por retaliações a qualquer momento, certos de que a paz entre árabes e judeus, a partir de hoje, volta à estaca zero.

Um comunicado supostamente escrito por um grupo ligado à Al Qaeda, prometendo vingança aos Estados Unidos e seus aliados pelo assassinato do líder do Hamas, xeique Ahmed Yassin, foi publicado numa página de Internet islâmica nesta segunda-feira.

"Dizemos aos palestinos que o sangue do xeique Yassin não foi derramado em vão e chamamos todas as legiões das Brigadas de Abu Hafs al-Masri para vingá-lo, atacando o tirano da nossa época, a América, e seus aliados'', disse o comunicado divulgado pelo site Al Ansar.
O grupo, que se diz ligado à Al Qaeda de Osama bin Laden, se responsabilizou pelos atentados de Madri do dia 11 de março. A autenticidade do comunicado não pôde ser confirmada.

O assassinato do líder do Hamas, xeque Ahmed Yassin, provocou reação imediata de grupos radicais islâmicos ao redor do Oriente Médio nesta segunda-feira, com promessas enfurecidas de vingança contra Israel e até contra os EUA.

O Hamas jurou vingar o assassinato de seu líder e fundador ameaçando de morte o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, e afirmando que 'um terremoto fará tremer todo o Estado de Israel". "Sharon abriu as portas do inferno e nada nos impedirá de cortar-lhe a cabeça", declararam líderes do Hamas em nota. O porta-voz do Hamas na Faixa de Gaza, Abdel Aziz Rantisi, disse: 

"Yassin é um homem em uma nação e uma nação em um homem. A retaliação desta nação será do tamanho deste homem. Vocês verão atos, não palavras".

Além disso, o grupo, que sempre sustentou que sua luta era contra Israel, ameaçou pela primeira vez os Estados Unidos. O Hamas pediu que grupos islâmicos de todo o mundo se unam em uma retaliação e afirmou que os EUA também podem ser alvo.

"Os sionistas não levaram a cabo essa operação sem o consentimento da administração terrorista americana, que tem responsabilidade por esse crime", ameaçou o Hamas. "Todos os muçulmanos do mundo têm que se sentir honrados na hora de unirem-se para vingar este crime". Washington negou ter qualquer ligação com o ataque, mas não condenou o assassinato.

Por sua parte, as Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, braço armado da Fatah, facção política do presidente Yasser Arafat, declararam guerra aos israelenses.

"Guerra, guerra, guerra aos filhos de Sião. Olho por olho. A resposta virá em horas, se Deus quiser", afirmou o grupo por escrito. "Aquele que assinou a ordem para assassinar Yassin decretou a morte de centenas de israelenses", disseram as Brigadas, acrescentando que "todos os sionistas, no Israel e no exterior, agora são alvos". Os grupos armados declararam três dias de greve geral na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.

Houve reações furiosas também de grupos em países árabes. Mohamed Mahdi Akef, líder da Irmandade Muçulmana, do Egito, que compartilha as visões radicais do Hamas, chamou o assassinato de "crime imperdoável" e disse que violência é a única linguagem que Israel entende.

- Não descansaremos, não dormiremos até que o último sionista deixe nosso território - afirmou Akef.No Líbano, o líder do grupo radical islâmico Hezbollah disse que Israel pagaria caro pelo assassinato. O xeque Hassan Nasrallah disse que a morte de Yassin teria ramificações "mais importantes e perigosas que todas que (Israel) testemunhou até agora".

- Os sionistas irão descobrir em breve que eles cometeram um erro muito grande que

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